Mário Centeno: “Ter sorte dá muito trabalho”

15-01-2020
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A proposta de Orçamento do Estado para 2019 é um “documento histórico”. Histórico porque pela primeira vez na democracia o país se aproxima de uma situação de equilíbrio orçamental, e também histórico porque “pela primeira vez na história da nossa democracia um governo fez o que se propôs fazer no início da legislatura”. As referências auto-elogiosas são da autoria de Mário Centeno, ministro das Finanças, que rejeita que os resultados na frente económica se deva sobretudo a uma conjuntura externa favorável: “Ter sorte dá muito trabalho”.

No seu discurso de apresentação da proposta de Orçamento do Estado para 2019, cuja maratona começa esta terça-feira no Parlamento, o ministro das Finanças aproveitou para fazer um balanço global do mandato deste Governo, em clara demarcação em relação à governação anterior.

No espaço de quatro anos, entre 2015 e 2019, Portugal crescerá 16%; o rendimento disponível das famílias e as remunerações subirão 18%; as famílias pagarão menos 1.000 milhões de euros; o défice encolherá 7.500 milhões de euros e a população ativa recuperará - apesar da perda de 250 mil jovens para a emigração.

Tudo isto foi feito “de forma responsável” e, sobretudo, com uma capacidade de previsão quase à casa decimal face às metas que constavam do cenário macro-económico preparado pelo grupo de trabalho do PS, que Mário Centeno liderou, e sem que entretanto fosse necessário apresentar qualquer orçamento retificativo.

Para quem argumenta que o Governo se limitou a aproveitar os bons ventos que sopram do exterior, Centeno também já tinha uma resposta preparada: “Mostram muito pouca consideração pelo esforço dos portugueses, e têm a obrigação de lhes explicar porque é que Portugal foi o País que teve o melhor desempenho financeiro, económico e do mercado de trabalho da Europa. Conseguirão fazê-lo sem demagogia ou recurso ao sobrenatural?” “Será que os outros países não tiveram o mesmo enquadramento externo? Ou a sorte é apenas um caminho português? É que ter sorte dá muito trabalho”.

À oposição, que "previa a catástrofe, clamando por milagres, figuras diabólicas ou simplesmente manipulando os seus modelos económicos para prever cenários em que preferiam acreditar" não restará senão vergar-se à evidência dos números e, "por uma vez, apenas por uma vez, ter a humildade de assumir que erraram".

A proposta de Orçamento do Estado para 2019 é um “documento histórico”. Histórico porque pela primeira vez na democracia o país se aproxima de uma situação de equilíbrio orçamental, e também histórico porque “pela primeira vez na história da nossa democracia um governo fez o que se propôs fazer no início da legislatura”. As referências auto-elogiosas são da autoria de Mário Centeno, ministro das Finanças, que rejeita que os resultados na frente económica se deva sobretudo a uma conjuntura externa favorável: “Ter sorte dá muito trabalho”.

No seu discurso de apresentação da proposta de Orçamento do Estado para 2019, cuja maratona começa esta terça-feira no Parlamento, o ministro das Finanças aproveitou para fazer um balanço global do mandato deste Governo, em clara demarcação em relação à governação anterior.

No espaço de quatro anos, entre 2015 e 2019, Portugal crescerá 16%; o rendimento disponível das famílias e as remunerações subirão 18%; as famílias pagarão menos 1.000 milhões de euros; o défice encolherá 7.500 milhões de euros e a população ativa recuperará - apesar da perda de 250 mil jovens para a emigração.

Tudo isto foi feito “de forma responsável” e, sobretudo, com uma capacidade de previsão quase à casa decimal face às metas que constavam do cenário macro-económico preparado pelo grupo de trabalho do PS, que Mário Centeno liderou, e sem que entretanto fosse necessário apresentar qualquer orçamento retificativo.

Para quem argumenta que o Governo se limitou a aproveitar os bons ventos que sopram do exterior, Centeno também já tinha uma resposta preparada: “Mostram muito pouca consideração pelo esforço dos portugueses, e têm a obrigação de lhes explicar porque é que Portugal foi o País que teve o melhor desempenho financeiro, económico e do mercado de trabalho da Europa. Conseguirão fazê-lo sem demagogia ou recurso ao sobrenatural?” “Será que os outros países não tiveram o mesmo enquadramento externo? Ou a sorte é apenas um caminho português? É que ter sorte dá muito trabalho”.

À oposição, que "previa a catástrofe, clamando por milagres, figuras diabólicas ou simplesmente manipulando os seus modelos económicos para prever cenários em que preferiam acreditar" não restará senão vergar-se à evidência dos números e, "por uma vez, apenas por uma vez, ter a humildade de assumir que erraram".

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