Câmara Corporativa: Eles sabem que nós sabemos que eles sabem

23-12-2019
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«A senhora jornalista acha que nós temos garantido que o PS vai ganhar?», pergunta Passos Coelho a Clara de Sousa. Vindo do apoucado primeiro-ministro, parece uma fanfarronice que se esgota quando é acabada de proferir, tendo em conta que a generalidade das sondagens pendem para o PS. Mas Passos disse mais: «Nós oferecemos entre PSD e CDS-PP uma maioria estável. O PS, pelo contrário, está a candidatar-se contra nós, não tem hoje nenhuma perspectiva de fazer coligação à esquerda e diz que rejeita qualquer coligação à direita». O alegado primeiro-ministro procura difundir a fabulação de que o PSD e o CDS podem escapar à maior derrota da direita desde o 25 de Abril. Como as sucessivas sondagens revelam, é impossível à direita obter uma «maioria estável». Para agravar as suas dificuldades, é esta coligação de direita, e não o PS, que não tem nenhuma força à sua direita ou à sua esquerda com a qual se possa entender. Acresce que, após quatro de governação, Passos Coelho perdeu a máscara. Vale menos do que os próprios partidos da direita. As sondagens revelam que a sua popularidade anda pelas ruas da amargura: Como é que os directórios do PSD e do CDS podem esperar que um eleitor, que não tem ilusões sobre Passos Coelho ou que sente terror e repulsa em relação ao que ele fez durante quatro anos, ainda pudesse admitir votar na coligação de direita, mantendo-o em São Bento? Sobretudo quando António Costa «melhora aos olhos dos portugueses e mantém-se destacado como o líder político com melhor saldo entre opiniões positivas e negativas.»Eles sabem que nós sabemos que eles sabem que já perderam. A sofreguidão como o PSD e o CDS se estão a atirar ao pote é a melhor demonstração disso.


«A senhora jornalista acha que nós temos garantido que o PS vai ganhar?», pergunta Passos Coelho a Clara de Sousa. Vindo do apoucado primeiro-ministro, parece uma fanfarronice que se esgota quando é acabada de proferir, tendo em conta que a generalidade das sondagens pendem para o PS. Mas Passos disse mais: «Nós oferecemos entre PSD e CDS-PP uma maioria estável. O PS, pelo contrário, está a candidatar-se contra nós, não tem hoje nenhuma perspectiva de fazer coligação à esquerda e diz que rejeita qualquer coligação à direita». O alegado primeiro-ministro procura difundir a fabulação de que o PSD e o CDS podem escapar à maior derrota da direita desde o 25 de Abril. Como as sucessivas sondagens revelam, é impossível à direita obter uma «maioria estável». Para agravar as suas dificuldades, é esta coligação de direita, e não o PS, que não tem nenhuma força à sua direita ou à sua esquerda com a qual se possa entender. Acresce que, após quatro de governação, Passos Coelho perdeu a máscara. Vale menos do que os próprios partidos da direita. As sondagens revelam que a sua popularidade anda pelas ruas da amargura: Como é que os directórios do PSD e do CDS podem esperar que um eleitor, que não tem ilusões sobre Passos Coelho ou que sente terror e repulsa em relação ao que ele fez durante quatro anos, ainda pudesse admitir votar na coligação de direita, mantendo-o em São Bento? Sobretudo quando António Costa «melhora aos olhos dos portugueses e mantém-se destacado como o líder político com melhor saldo entre opiniões positivas e negativas.»Eles sabem que nós sabemos que eles sabem que já perderam. A sofreguidão como o PSD e o CDS se estão a atirar ao pote é a melhor demonstração disso.

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