Beatriz Dias pelo Bloco de Esquerda , Romualda Fernandes pelo Partido Socialista e Joacine Katar Moreira pelo Livre. Todas as três são de origem guineense, tendo recebido esta segunda-feira a felicitação oficial do Governo de Guiné-Bissau que considera este como um "momento histórico" da democracia portuguesa.
Portugal elegeu três mulheres negras como deputadas:
Sábado
No comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau são destacados o esforço, capacidade e abnegação na elevação do saber da classe feminina na democracia portuguesa, assim como também da mulher guineense".
Quem são estas três mulheres negras e todas elas ativistas?
Romualda Fernandes, pelo PS
Romualda Fernandes nasceu na Guiné-Bissau há 65 anos e é jurista, especialista em Direito Internacional aplicado às Nacionalidades, Condição de Estrangeiros e Direito Humanitário.
Foi assessora em vários departamentos governamentais e é militante do PS há mais de 20 anos. Foi a penúltima deputada eleita pelos socialistas pelo círculo eleitoral de Lisboa, ocupando o 19.º lugar da lista do PS.
"A minha primeira reação é de muita felicidade e também de muitos agradecimentos aos portugueses e às portuguesas das diferentes origens", disse a deputada eleita, citada pela Deutsche Welle. Fernandes ressaltou que vai estar "atenta a todas as questões relacionadas com a exclusão social, não só relativamente às pessoas de ascendência africana, os afrodescendentes, mas de todas as pessoas que se encontram em situação de exclusão social".
É Vogal do Conselho Diretivo do Alto Comissariado para as Migrações e consultora da Organização Internacional para as Migrações. Estreia-se pela primeira vez na Assembleia da República.
Beatriz Gomes Dias, pelo Bloco de Esquerda
Beatriz Gomes Dias, de 48 anos, nasceu em Dakar, no Senegal, oriunda de uma família guineense. Formada em Biologia, foi professora do ensino secundário e é aluna do mestrado de Comunicação de Ciência na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Ao Diário de Notícias contava que ao contrário dos seus pais, sentiu-se sempre portuguesa. "A minha geração sente-se identitariamente portuguesa, e a seguinte ainda mais. Daí que ocuparem o seu "lugar de fala" seja cada vez mais natural, que surja uma série de associações e de reivindicações", dizia sobre a possibilidade de ocupar um lugar na vida pública. "Porque mesmo os negros da minha idade, que como eu acreditaram numa sociedade pós-racial, percebem que continuamos a ser alvo das mesmas observações que ouvíamos em crianças. Nada mudou, ou mudou muito pouco", afirmou ainda
Beatriz Gomes Dia era a terceira candidata do Bloco de Esquerda em Lisboa.
Joacine Katar Moreira, pelo Livre
Joacine Katar Moreira, 37 anos, foi a primeira mulher negra a ser cabeça de lista, em Portugal e foi eleita nessa condição, pelo círculo eleitoral de Lisboa. "Filha de uma terra devastada/ De um povo negro colocado em rodapé/ Mas dessa herança, ela faz força e caminhada/ É da Guiné. E finca o pé", afirmava-se na canção da sua candidatura.
Feminista, voz das minorias, impertinente. Assim se retrata a representante do partido, nascida na Guiné-Bissau. Veio para Portugal com 8 anos e, por iniciativa da avó, foi estudar para o colégio interno das Irmãs Dominicanas da Anunciata em Mafra. Prosseguiu nos estudos, mesmo que para tal tivesse de conciliá-los com trabalhos precários em supermercados e hotéis. Licenciou-se em História Moderna e Contemporânea e doutorou-se em Estudos Africanos no ISCTE. Além de investigadora na área, no mesmo instituto universitário, preside o Instituto da Mulher Negra em Portugal (INMUNE).
Rui Tavares, fundador do partido, apostou em Joacine para fazer crer aos eleitores que "pessoas comuns" podem ser deputados. O historiador de 47 anos defende "uma esquerda libertária, ecológica e cosmopolita", segundo escreve o próprio no site oficial do partido.
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Beatriz Dias pelo Bloco de Esquerda , Romualda Fernandes pelo Partido Socialista e Joacine Katar Moreira pelo Livre. Todas as três são de origem guineense, tendo recebido esta segunda-feira a felicitação oficial do Governo de Guiné-Bissau que considera este como um "momento histórico" da democracia portuguesa.
Portugal elegeu três mulheres negras como deputadas:
Sábado
No comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau são destacados o esforço, capacidade e abnegação na elevação do saber da classe feminina na democracia portuguesa, assim como também da mulher guineense".
Quem são estas três mulheres negras e todas elas ativistas?
Romualda Fernandes, pelo PS
Romualda Fernandes nasceu na Guiné-Bissau há 65 anos e é jurista, especialista em Direito Internacional aplicado às Nacionalidades, Condição de Estrangeiros e Direito Humanitário.
Foi assessora em vários departamentos governamentais e é militante do PS há mais de 20 anos. Foi a penúltima deputada eleita pelos socialistas pelo círculo eleitoral de Lisboa, ocupando o 19.º lugar da lista do PS.
"A minha primeira reação é de muita felicidade e também de muitos agradecimentos aos portugueses e às portuguesas das diferentes origens", disse a deputada eleita, citada pela Deutsche Welle. Fernandes ressaltou que vai estar "atenta a todas as questões relacionadas com a exclusão social, não só relativamente às pessoas de ascendência africana, os afrodescendentes, mas de todas as pessoas que se encontram em situação de exclusão social".
É Vogal do Conselho Diretivo do Alto Comissariado para as Migrações e consultora da Organização Internacional para as Migrações. Estreia-se pela primeira vez na Assembleia da República.
Beatriz Gomes Dias, pelo Bloco de Esquerda
Beatriz Gomes Dias, de 48 anos, nasceu em Dakar, no Senegal, oriunda de uma família guineense. Formada em Biologia, foi professora do ensino secundário e é aluna do mestrado de Comunicação de Ciência na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Ao Diário de Notícias contava que ao contrário dos seus pais, sentiu-se sempre portuguesa. "A minha geração sente-se identitariamente portuguesa, e a seguinte ainda mais. Daí que ocuparem o seu "lugar de fala" seja cada vez mais natural, que surja uma série de associações e de reivindicações", dizia sobre a possibilidade de ocupar um lugar na vida pública. "Porque mesmo os negros da minha idade, que como eu acreditaram numa sociedade pós-racial, percebem que continuamos a ser alvo das mesmas observações que ouvíamos em crianças. Nada mudou, ou mudou muito pouco", afirmou ainda
Beatriz Gomes Dia era a terceira candidata do Bloco de Esquerda em Lisboa.
Joacine Katar Moreira, pelo Livre
Joacine Katar Moreira, 37 anos, foi a primeira mulher negra a ser cabeça de lista, em Portugal e foi eleita nessa condição, pelo círculo eleitoral de Lisboa. "Filha de uma terra devastada/ De um povo negro colocado em rodapé/ Mas dessa herança, ela faz força e caminhada/ É da Guiné. E finca o pé", afirmava-se na canção da sua candidatura.
Feminista, voz das minorias, impertinente. Assim se retrata a representante do partido, nascida na Guiné-Bissau. Veio para Portugal com 8 anos e, por iniciativa da avó, foi estudar para o colégio interno das Irmãs Dominicanas da Anunciata em Mafra. Prosseguiu nos estudos, mesmo que para tal tivesse de conciliá-los com trabalhos precários em supermercados e hotéis. Licenciou-se em História Moderna e Contemporânea e doutorou-se em Estudos Africanos no ISCTE. Além de investigadora na área, no mesmo instituto universitário, preside o Instituto da Mulher Negra em Portugal (INMUNE).
Rui Tavares, fundador do partido, apostou em Joacine para fazer crer aos eleitores que "pessoas comuns" podem ser deputados. O historiador de 47 anos defende "uma esquerda libertária, ecológica e cosmopolita", segundo escreve o próprio no site oficial do partido.