Em dia de reunião com Costa, Bloco avisa: “OE está no fio da navalha”

03-01-2020
marcar artigo

A aprovação à esquerda do Orçamento do Estado para 2020 está no “fio da navalha”, avisa Pedro Filipe Soares, líder parlamentar do Bloco de Esquerda, num texto de opinião no “Público” esta sexta-feira. “É possível endireitar o que nasceu torto? É preciso pousar a máquina do calculismo partidário para passar a discutir as soluções que o país precisa, sem fantasmas de maiorias absolutas falhadas ou orgulhos feridos. As pessoas assim o exigem. Será possível?”, questiona o bloquista.

O texto de Pedro Filipe Soares é uma advertência explícita para António Costa que, esta sexta-feira, irá reunir-se com Catarina Martins para discutir o Orçamento do Estado. Amanhã a Mesa Nacional do Bloco de Esquerda irá decidir o voto na generalidade. Ou seja, o tempo para os dois partidos chegarem a um entendimento está a esgotar-se.

Para o bloquista, “está tudo errado” nas contas que têm vindo para a aprovação do OE. “António Costa dizia que queria conversar com Bloco de Esquerda e PCP as condições para a aprovação do Orçamento do Estado para 2020, mas fez questão de tornar público que já estava a trabalhar num plano B para o aprovar com os votos do PAN e do PSD Madeira e uma abstenção do Livre. Diz o povo que quem é prevenido vale por dois, mas essa ideia nem sempre é válida na política. Quem anuncia assim um plano B é porque já deixou de estar empenhado no plano A? Se esta dúvida era legítima antes da apresentação da proposta do Governo para o orçamento de 2020, depois de conhecermos esse documento já não é uma dúvida, é uma certeza”, atira.

Segundo Pedro Filipe Soares, a proposta de orçamento apresentada por Mário Centeno “é insuficiente porque falha no essencial: não tem um desígnio. Sem ideias, resume-se a um objetivo contabilístico: o superávit.”

O documento elaborado pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, tem muitos ângulos cegos. “Passa ao lado da crise da habitação, onde não cumpre sequer o que estava no programa do PS e já era poucochinho. Apouca os trabalhadores do Estado com a proposta de aumentos salariais e esquece os trabalhadores do privado, em particular quem trabalha por turnos e a quem já tinha sido prometido mais direitos. Atira para Bruxelas a decisão sobre a baixa do IVA da energia na tentativa de arranjar desculpas para deixar tudo na mesma. E se poderão dizer que reforça o investimento na saúde, a verdade é que prevê gastar em 2020 o mesmo que se gastou em 2019, o que não é nenhum reforço orçamental”, nota.

A aprovação à esquerda do Orçamento do Estado para 2020 está no “fio da navalha”, avisa Pedro Filipe Soares, líder parlamentar do Bloco de Esquerda, num texto de opinião no “Público” esta sexta-feira. “É possível endireitar o que nasceu torto? É preciso pousar a máquina do calculismo partidário para passar a discutir as soluções que o país precisa, sem fantasmas de maiorias absolutas falhadas ou orgulhos feridos. As pessoas assim o exigem. Será possível?”, questiona o bloquista.

O texto de Pedro Filipe Soares é uma advertência explícita para António Costa que, esta sexta-feira, irá reunir-se com Catarina Martins para discutir o Orçamento do Estado. Amanhã a Mesa Nacional do Bloco de Esquerda irá decidir o voto na generalidade. Ou seja, o tempo para os dois partidos chegarem a um entendimento está a esgotar-se.

Para o bloquista, “está tudo errado” nas contas que têm vindo para a aprovação do OE. “António Costa dizia que queria conversar com Bloco de Esquerda e PCP as condições para a aprovação do Orçamento do Estado para 2020, mas fez questão de tornar público que já estava a trabalhar num plano B para o aprovar com os votos do PAN e do PSD Madeira e uma abstenção do Livre. Diz o povo que quem é prevenido vale por dois, mas essa ideia nem sempre é válida na política. Quem anuncia assim um plano B é porque já deixou de estar empenhado no plano A? Se esta dúvida era legítima antes da apresentação da proposta do Governo para o orçamento de 2020, depois de conhecermos esse documento já não é uma dúvida, é uma certeza”, atira.

Segundo Pedro Filipe Soares, a proposta de orçamento apresentada por Mário Centeno “é insuficiente porque falha no essencial: não tem um desígnio. Sem ideias, resume-se a um objetivo contabilístico: o superávit.”

O documento elaborado pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, tem muitos ângulos cegos. “Passa ao lado da crise da habitação, onde não cumpre sequer o que estava no programa do PS e já era poucochinho. Apouca os trabalhadores do Estado com a proposta de aumentos salariais e esquece os trabalhadores do privado, em particular quem trabalha por turnos e a quem já tinha sido prometido mais direitos. Atira para Bruxelas a decisão sobre a baixa do IVA da energia na tentativa de arranjar desculpas para deixar tudo na mesma. E se poderão dizer que reforça o investimento na saúde, a verdade é que prevê gastar em 2020 o mesmo que se gastou em 2019, o que não é nenhum reforço orçamental”, nota.

marcar artigo