Sete distritais do PSD/Norte renomeiam a TAP - deixa de ser “Transportes Aéreos Portugueses” e passa a “Transportadora Aérea da Portela”

28-05-2020
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As comissões políticas distritais do PSD do Porto, de Aveiro, de Braga, de Bragança, de Viana do Castelo, de Vila Real e de Viseu repudiam o plano de rotas da TAP, que titulam “absolutamente atentatório do interesse nacional e lesivo da equidade e da relação custo/benefício, cavando ainda mais fundo o centralismo e discriminando de forma incompreensível as diferentes regiões do país”.

A retoma da atividade da TAP, concentrada quase exclusivamente no aeroporto da Portela - 42 rotas a partir de Lisboa, três do aeroporto do Porto -, é para os líderes sociais-democratas uma provocação a toda a região Norte e uma ameaça séria à coesão territorial nacional. “Este é o maior aeroporto do noroeste peninsular e está sediado numa região responsável por mais de 40% das exportações e por mais de 30% do PIB nacional, servindo mais de 5 milhões de pessoas, desde a região centro à Galiza”, referem em comunicado conjunto os líderes distritais, entre os quais se contam o eurodeputado José Manuel Fernandes e os deputados Alberto Machado (na foto em cima), Salvador Malheiro e Pedro Alves.

Tal como alertaram esta terça-feira os autarcas de Porto, Maia, Viana do Castelo e Vila Real, “se a TAP não responde às necessidades dos aeroportos de Faro, do Funchal, de Ponta Delgada e do Porto deixa de cumprir o seu papel de empresa nacional – companhia de bandeira – e passará a ter um papel meramente regional, podendo inclusive passar a denominar-se ‘Transportadora Aérea da Portela’”, acrescentam ainda os líderes locais Jorge Fidalgo, Fernando Queiroga, e Carlos Morais.

TAP regional não pode apoios do Estado

Para as sete distritais signatárias do manifesto, a postura da TAP compromete definitivamente o desígnio de representatividade nacional e torna claro que “não pode, porque, por opção própria, também não quer, ter os apoios que reclama do Estado”. Sem compromisso de um plano de rotas, com operações frequentes e regulares de cariz nacional, os líderes laranja avançam que a TAP pode dispensar a ajuda financeira do Estado para assegurar a sua sobrevivência como empresa. “Os portugueses não podem continuar a ser contribuintes líquidos de uma empresa que tem por missão servir apenas uma parte do país.”

Os presidentes das sete distritais nortenhas lembram que no debate quinzenal com o primeiro-ministro, a 7 de maio, Rui Rio já tinha antecipado este cenário, “que condenou de forma veemente, defendendo que, para o Estado injetar dinheiro na TAP, esta deveria ter um plano de negócios e vocação nacional”.

Face à decisão da empresa concentrar a sua atividade no aeroporto da Portela, as distritais do PSD signatárias exigem a “imediata inflexão deste rumo e desta estratégia”, reclamando uma solução de retoma que incremente um plano de rotas e voos de forma proporcional ao número de passageiros a partir de todos os aeroportos nacionais.

“De outra forma, consideramos que deve ser reequacionado qualquer plano de resgate ou de participação do Estado na sua administração à custa dos impostos do país. Os portugueses não precisam de pagar por um serviço a que não podem recorrer.” Por outro lado, alertam que se o Governo decidiu reverter a privatização da TAP com uma quota de 50% e um administrador, “onde os privados decidem tudo e o Estado não manda coisa nenhuma”, então o mínimo que o Governo está obrigado a fazer “é exigir que a TAP passe a servir todos os portugueses, sem privilégios e sem exceções”. No comunicado recorda-se que o Governo se prepara para injetar milhões na empresa a pretexto da sua viabilização financeira.

A TAP já veio justificar esta reposição diferenciada de rotas com a falta de procura do aeroporto Francisco Sá Carneiro, argumento que choca de frente com as opções de outras companhias aéreas: para junho, a Lufthansa tem quatro voos por semana para Frankfurt, a Air France tem sete voos por semana para Paris e a KML continuará para Amesterdão. “A Swiss ou a Turkish Airlines querem retomar de imediato os voos diretos de e para o Porto”, advertem as distritais, acrescentando que “o argumento utilizado [pela TAP] é uma mentira pegada”.

“É no mínimo estranho que estas companhias, que operam com inconfessados interesses de ordem exclusivamente comercial, vejam nestas rotas a oportunidade de negócio e a sustentabilidade que a transportadora nacional nega. É por isso absolutamente incompreensível a desconsideração e a desvalorização com que a TAP trata o Porto e a região Norte”, refere o comunicado.

O Partido Socialista já faz um apelo à TAP para “corrigir o plano de rotas aéreas tornado público, tendo em vista corresponder aos legítimos interesses nacionais e regionais em apreço”. “Um aviso, oco de conteúdo, se atentarmos à dissonância entre o que o ministro das Infraestruturas queria fazer e aquilo que o primeiro-ministro não o deixa fazer, como, por exemplo, a nacionalização”, referem os líderes distritais do PSD.

Em comunicado, há quase um mês, o PS/Porto manifestou confiança de que o Governo “contribuirá para uma TAP sem marginalizações regionais e medidas centralistas de desinvestimento”. Para o PSD, esta é uma “profissão de fé, inconsequente, num Governo que, nesta matéria, já nem em si próprio acredita”.

As comissões políticas distritais do PSD do Porto, de Aveiro, de Braga, de Bragança, de Viana do Castelo, de Vila Real e de Viseu repudiam o plano de rotas da TAP, que titulam “absolutamente atentatório do interesse nacional e lesivo da equidade e da relação custo/benefício, cavando ainda mais fundo o centralismo e discriminando de forma incompreensível as diferentes regiões do país”.

A retoma da atividade da TAP, concentrada quase exclusivamente no aeroporto da Portela - 42 rotas a partir de Lisboa, três do aeroporto do Porto -, é para os líderes sociais-democratas uma provocação a toda a região Norte e uma ameaça séria à coesão territorial nacional. “Este é o maior aeroporto do noroeste peninsular e está sediado numa região responsável por mais de 40% das exportações e por mais de 30% do PIB nacional, servindo mais de 5 milhões de pessoas, desde a região centro à Galiza”, referem em comunicado conjunto os líderes distritais, entre os quais se contam o eurodeputado José Manuel Fernandes e os deputados Alberto Machado (na foto em cima), Salvador Malheiro e Pedro Alves.

Tal como alertaram esta terça-feira os autarcas de Porto, Maia, Viana do Castelo e Vila Real, “se a TAP não responde às necessidades dos aeroportos de Faro, do Funchal, de Ponta Delgada e do Porto deixa de cumprir o seu papel de empresa nacional – companhia de bandeira – e passará a ter um papel meramente regional, podendo inclusive passar a denominar-se ‘Transportadora Aérea da Portela’”, acrescentam ainda os líderes locais Jorge Fidalgo, Fernando Queiroga, e Carlos Morais.

TAP regional não pode apoios do Estado

Para as sete distritais signatárias do manifesto, a postura da TAP compromete definitivamente o desígnio de representatividade nacional e torna claro que “não pode, porque, por opção própria, também não quer, ter os apoios que reclama do Estado”. Sem compromisso de um plano de rotas, com operações frequentes e regulares de cariz nacional, os líderes laranja avançam que a TAP pode dispensar a ajuda financeira do Estado para assegurar a sua sobrevivência como empresa. “Os portugueses não podem continuar a ser contribuintes líquidos de uma empresa que tem por missão servir apenas uma parte do país.”

Os presidentes das sete distritais nortenhas lembram que no debate quinzenal com o primeiro-ministro, a 7 de maio, Rui Rio já tinha antecipado este cenário, “que condenou de forma veemente, defendendo que, para o Estado injetar dinheiro na TAP, esta deveria ter um plano de negócios e vocação nacional”.

Face à decisão da empresa concentrar a sua atividade no aeroporto da Portela, as distritais do PSD signatárias exigem a “imediata inflexão deste rumo e desta estratégia”, reclamando uma solução de retoma que incremente um plano de rotas e voos de forma proporcional ao número de passageiros a partir de todos os aeroportos nacionais.

“De outra forma, consideramos que deve ser reequacionado qualquer plano de resgate ou de participação do Estado na sua administração à custa dos impostos do país. Os portugueses não precisam de pagar por um serviço a que não podem recorrer.” Por outro lado, alertam que se o Governo decidiu reverter a privatização da TAP com uma quota de 50% e um administrador, “onde os privados decidem tudo e o Estado não manda coisa nenhuma”, então o mínimo que o Governo está obrigado a fazer “é exigir que a TAP passe a servir todos os portugueses, sem privilégios e sem exceções”. No comunicado recorda-se que o Governo se prepara para injetar milhões na empresa a pretexto da sua viabilização financeira.

A TAP já veio justificar esta reposição diferenciada de rotas com a falta de procura do aeroporto Francisco Sá Carneiro, argumento que choca de frente com as opções de outras companhias aéreas: para junho, a Lufthansa tem quatro voos por semana para Frankfurt, a Air France tem sete voos por semana para Paris e a KML continuará para Amesterdão. “A Swiss ou a Turkish Airlines querem retomar de imediato os voos diretos de e para o Porto”, advertem as distritais, acrescentando que “o argumento utilizado [pela TAP] é uma mentira pegada”.

“É no mínimo estranho que estas companhias, que operam com inconfessados interesses de ordem exclusivamente comercial, vejam nestas rotas a oportunidade de negócio e a sustentabilidade que a transportadora nacional nega. É por isso absolutamente incompreensível a desconsideração e a desvalorização com que a TAP trata o Porto e a região Norte”, refere o comunicado.

O Partido Socialista já faz um apelo à TAP para “corrigir o plano de rotas aéreas tornado público, tendo em vista corresponder aos legítimos interesses nacionais e regionais em apreço”. “Um aviso, oco de conteúdo, se atentarmos à dissonância entre o que o ministro das Infraestruturas queria fazer e aquilo que o primeiro-ministro não o deixa fazer, como, por exemplo, a nacionalização”, referem os líderes distritais do PSD.

Em comunicado, há quase um mês, o PS/Porto manifestou confiança de que o Governo “contribuirá para uma TAP sem marginalizações regionais e medidas centralistas de desinvestimento”. Para o PSD, esta é uma “profissão de fé, inconsequente, num Governo que, nesta matéria, já nem em si próprio acredita”.

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