Acordo do Eurogrupo é "uma aspirina para uma doença que precisa de antibiótico", diz Marques Mendes

14-05-2020
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O comentador político Luís Marques Mendes afirmou este domingo que o acordo do Eurogrupo é “uma aspirina para uma doença que precisa de um antibiótico”. No seu espaço habitual de comentário na SIC, o ex-líder do PSD afirmou que o pacote de medidas aprovado na última reunião do Eurogrupo é “claramente insuficiente” e alertou para os riscos de implosão da União Europeia (UE) em caso de uma eventual saída da Itália da zona euro.

“Aquilo que o Eurogrupo decidiu são trocos, em linguagem simples. Ou se quisermos, numa linguagem médica, é uma aspirina para uma doença que, como toda a gente já percebeu, precisa de antibiótico forte”, afirmou Luís Marques Mendes à SIC.

O ex-líder social-democrata disse que “sempre é melhor haver acordo do que não haver” porque dá a ideia de que “a desunião de que havia até aqui está contida”, mas avisa que é preciso garantir que a solução que será encontrada para responder à pandemia é “comum, robusta e consistente”. “Se não, há um problema sério, que é de uma desunião que possa fazer implodir a UE”, alertou, chamando a atenção para o caso de Itália.

“Há dez anos, na crise das dívidas soberanas, tínhamos um grande caso que era a Grécia. Agora, o grande caso é a Itália. Só que Itália é uma das grandes economias. Se a dívida pública italiana sobe aí para 160% do PIB, isso pode tornar a situação insustentável e obrigar a uma restruturação da dívida ou a uma saída de Itália da zona euro, e isso pode fazer implodir a UE”, disse o comentador.

Luís Marques Mendes considera que, antes de ser económico ou financeiro, “esse é um problema político”: “de vontade política ou de falta dela; de visão estratégica ou de falta dela”. “Esperemos que os líderes europeus tenham a visão estratégica para perceber que, ou atuam agora com consistência, robustez e espírito verdadeiramente solidário ou então estão os populistas à espera para minar definitivamente o projeto europeu”, referiu.

O antigo presidente do PSD salientou, no entanto, que o acordo entre os ministros das Finanças europeus para disponibilizar um total de até 100 mil milhões de euros para ajudar os Estados-membros durante a crise é “um sinal positivo”. E acrescentou: “Ficou ali, na decisão do Eurogrupo, um sinal para o futuro, de que depois de este pacote de medidas poderemos ter um fundo de recuperação económica apenas virado para a reconstrução económica”.

O comentador político Luís Marques Mendes afirmou este domingo que o acordo do Eurogrupo é “uma aspirina para uma doença que precisa de um antibiótico”. No seu espaço habitual de comentário na SIC, o ex-líder do PSD afirmou que o pacote de medidas aprovado na última reunião do Eurogrupo é “claramente insuficiente” e alertou para os riscos de implosão da União Europeia (UE) em caso de uma eventual saída da Itália da zona euro.

“Aquilo que o Eurogrupo decidiu são trocos, em linguagem simples. Ou se quisermos, numa linguagem médica, é uma aspirina para uma doença que, como toda a gente já percebeu, precisa de antibiótico forte”, afirmou Luís Marques Mendes à SIC.

O ex-líder social-democrata disse que “sempre é melhor haver acordo do que não haver” porque dá a ideia de que “a desunião de que havia até aqui está contida”, mas avisa que é preciso garantir que a solução que será encontrada para responder à pandemia é “comum, robusta e consistente”. “Se não, há um problema sério, que é de uma desunião que possa fazer implodir a UE”, alertou, chamando a atenção para o caso de Itália.

“Há dez anos, na crise das dívidas soberanas, tínhamos um grande caso que era a Grécia. Agora, o grande caso é a Itália. Só que Itália é uma das grandes economias. Se a dívida pública italiana sobe aí para 160% do PIB, isso pode tornar a situação insustentável e obrigar a uma restruturação da dívida ou a uma saída de Itália da zona euro, e isso pode fazer implodir a UE”, disse o comentador.

Luís Marques Mendes considera que, antes de ser económico ou financeiro, “esse é um problema político”: “de vontade política ou de falta dela; de visão estratégica ou de falta dela”. “Esperemos que os líderes europeus tenham a visão estratégica para perceber que, ou atuam agora com consistência, robustez e espírito verdadeiramente solidário ou então estão os populistas à espera para minar definitivamente o projeto europeu”, referiu.

O antigo presidente do PSD salientou, no entanto, que o acordo entre os ministros das Finanças europeus para disponibilizar um total de até 100 mil milhões de euros para ajudar os Estados-membros durante a crise é “um sinal positivo”. E acrescentou: “Ficou ali, na decisão do Eurogrupo, um sinal para o futuro, de que depois de este pacote de medidas poderemos ter um fundo de recuperação económica apenas virado para a reconstrução económica”.

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