PUXAPALAVRA: Thatcherismo doméstico

07-01-2020
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Manuela Ferreira Leite (MFL) não consegue disfarçar o seu visceral autoritarismo, ainda que o tenha tentado arduamente nas últimas entrevistas. Quando as perguntas não lhe agradam, a pesporrência ensimesmada emerge. Tudo indica que pretende fazer a sua campanha para a presidência do PSD sem se comprometer com o quer que seja.

Devolver ao PSD a credibilidade perdida é o mote.

E daí para a frente, recusa-se a apontar medidas, prever cenários, apresentar um programa minimamente estruturado, fazer promessas.

Não confirma se votou, ou não, em Santana Lopes, quando Jorge Sampaio o demitiu, o que já levou Santana a bradar que é "inaceitável" ( ver aqui ); não reage mal quando a tratam por "Dama de Ferro" (modéstia Thatcheriana...); e desanca os entrevistadores que se põem com perguntas inconvenientes.

Rui Rio diz que não avançou para não tentar Menezes a regressar e concorrer outra vez (explicação democrática para os santinhos engulirem), e MFL sacrificou-se porque Rui Rio não avançou.

Por este andar, com mais ou menos cavalhadas e fanfarras, o PSD continua uma fractura adiada.

O que vem a seguir é que interessa.

PS

Entretanto, a proposta de Pacto endereçada por Pedro Passos Coelho aos restantes concorrentes à presidência do PSD (já aqui referida) parece ter passado despercebida a jornalistas e comentadores. Tanta condescendência deixa entrever de onde lhe vêm os apoios. Em geral, é a quem se quer bem que as fraquezas são perdoadas.

Manuela Ferreira Leite (MFL) não consegue disfarçar o seu visceral autoritarismo, ainda que o tenha tentado arduamente nas últimas entrevistas. Quando as perguntas não lhe agradam, a pesporrência ensimesmada emerge. Tudo indica que pretende fazer a sua campanha para a presidência do PSD sem se comprometer com o quer que seja.

Devolver ao PSD a credibilidade perdida é o mote.

E daí para a frente, recusa-se a apontar medidas, prever cenários, apresentar um programa minimamente estruturado, fazer promessas.

Não confirma se votou, ou não, em Santana Lopes, quando Jorge Sampaio o demitiu, o que já levou Santana a bradar que é "inaceitável" ( ver aqui ); não reage mal quando a tratam por "Dama de Ferro" (modéstia Thatcheriana...); e desanca os entrevistadores que se põem com perguntas inconvenientes.

Rui Rio diz que não avançou para não tentar Menezes a regressar e concorrer outra vez (explicação democrática para os santinhos engulirem), e MFL sacrificou-se porque Rui Rio não avançou.

Por este andar, com mais ou menos cavalhadas e fanfarras, o PSD continua uma fractura adiada.

O que vem a seguir é que interessa.

PS

Entretanto, a proposta de Pacto endereçada por Pedro Passos Coelho aos restantes concorrentes à presidência do PSD (já aqui referida) parece ter passado despercebida a jornalistas e comentadores. Tanta condescendência deixa entrever de onde lhe vêm os apoios. Em geral, é a quem se quer bem que as fraquezas são perdoadas.

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