A gritaria de Van Zeller
"O ministro quer destruir este estudo".
"Campanha desesperada" para "destruir estudo".
"Tenho informações privadas" de que o ministro Mário Lino quereria avançar já para a decisão da Ota e, por isso, destruir o estudo"
__________
São declarações recentes de Francisco Van Zeller, o Presidente da CIP, que Lobo Xavier ontem na Quadratura do Círculo, com inestimável apoio de Pacheco Pereira, explicou tratar-se de pessoa da máxima responsabilidade de quem não se pode duvidar ao contrário de ministros e outra gentinha do género.
Para quem não esteja familiarizado com siglas explico que CIP é uma ONG dedicada à defesa do interesse nacional, em especial dos portugueses mais carenciados, que mantém o anonimato dos financiadores do seu estudo sobre o aeroporto em Alcochete porque não quer que os Portugueses se incomodem a agradecer-lhe o gasto de tantos milhões para os servir.
E que aconteceu para tanta indignação de Van Zeller? A CIP à boleia do estudo sobre o aeroporto em Alcochete fez também um estudo sobre as linhas de alta velocidade (AV) à pressa e mal fundamentado que o tempo não dava para mais como acabou por reconhecer, nalguma medida, (em todos os canais de TV) o principal responsável, o Professor José Manuel Viegas).
A CIP publicitou o estudo o mais que pôde - e pôde muito. Entretanto a RAVE um instituto dependente do MOPC que há anos faz os estudos sobre rede de AV veio a público expor várias fragilidades do estudo. Aqui del rei enxofrou-se Van Zeller que não admite, ser contraditado. Daí aquela gritaria.
O Público como não podia deixar de ser, saiu a terreiro, com elmo, cota de malha e montante em riste, em defesa de várias damas em perigo: empreendimentos imobiliários da SONAE, do BES e de outros na margem Sul, da Luso Ponte, do seu grande accionista Somague, (que ajudou com 233.415 euros a campanha eleitoral do PSD em 2002).
Preocupado em servir o melhor possível quem lhe paga, só nas últimas semanas, o Público demitiu e justamente, pelo menos três vezes, o ministro Mário Lino e ameaçou Sócrates outras tantas.
A demissão foi ontem sancionada por Pacheco Pereira (a defesa da honra coube a Jorge Coelho que não se saiu nada mal) na Quadratura do Círculo onde explicou por A+B que ele (o ministro) não pode continuar. E mais, sabe muito bem que isto de Alcochete "é uma encenação porque não acredita em histórias da carochinha " (Dizem, mas não posso garantir, que só acredita em histórias da carochinha se forem de Bush. Como as das armas nucleares no Iraque). E que o Governo já perdeu. Porque se o LNEC for favorável a Alcochete fica demonstrado o monumental erro da Ota (erro monumental de 4 governos sucessivos felizmente descoberto por Marques Mendes quando deixou o Governo do PSD/CDS e veio o do PS. Se o LNEC pender para Ota pior ainda para o Governo - afirma PP - pois fica demonstrado que o adiamento da localização definitiva do aeroporto e aceitação do estudo da CIP, não passou de encenação.
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A gritaria de Van Zeller
"O ministro quer destruir este estudo".
"Campanha desesperada" para "destruir estudo".
"Tenho informações privadas" de que o ministro Mário Lino quereria avançar já para a decisão da Ota e, por isso, destruir o estudo"
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São declarações recentes de Francisco Van Zeller, o Presidente da CIP, que Lobo Xavier ontem na Quadratura do Círculo, com inestimável apoio de Pacheco Pereira, explicou tratar-se de pessoa da máxima responsabilidade de quem não se pode duvidar ao contrário de ministros e outra gentinha do género.
Para quem não esteja familiarizado com siglas explico que CIP é uma ONG dedicada à defesa do interesse nacional, em especial dos portugueses mais carenciados, que mantém o anonimato dos financiadores do seu estudo sobre o aeroporto em Alcochete porque não quer que os Portugueses se incomodem a agradecer-lhe o gasto de tantos milhões para os servir.
E que aconteceu para tanta indignação de Van Zeller? A CIP à boleia do estudo sobre o aeroporto em Alcochete fez também um estudo sobre as linhas de alta velocidade (AV) à pressa e mal fundamentado que o tempo não dava para mais como acabou por reconhecer, nalguma medida, (em todos os canais de TV) o principal responsável, o Professor José Manuel Viegas).
A CIP publicitou o estudo o mais que pôde - e pôde muito. Entretanto a RAVE um instituto dependente do MOPC que há anos faz os estudos sobre rede de AV veio a público expor várias fragilidades do estudo. Aqui del rei enxofrou-se Van Zeller que não admite, ser contraditado. Daí aquela gritaria.
O Público como não podia deixar de ser, saiu a terreiro, com elmo, cota de malha e montante em riste, em defesa de várias damas em perigo: empreendimentos imobiliários da SONAE, do BES e de outros na margem Sul, da Luso Ponte, do seu grande accionista Somague, (que ajudou com 233.415 euros a campanha eleitoral do PSD em 2002).
Preocupado em servir o melhor possível quem lhe paga, só nas últimas semanas, o Público demitiu e justamente, pelo menos três vezes, o ministro Mário Lino e ameaçou Sócrates outras tantas.
A demissão foi ontem sancionada por Pacheco Pereira (a defesa da honra coube a Jorge Coelho que não se saiu nada mal) na Quadratura do Círculo onde explicou por A+B que ele (o ministro) não pode continuar. E mais, sabe muito bem que isto de Alcochete "é uma encenação porque não acredita em histórias da carochinha " (Dizem, mas não posso garantir, que só acredita em histórias da carochinha se forem de Bush. Como as das armas nucleares no Iraque). E que o Governo já perdeu. Porque se o LNEC for favorável a Alcochete fica demonstrado o monumental erro da Ota (erro monumental de 4 governos sucessivos felizmente descoberto por Marques Mendes quando deixou o Governo do PSD/CDS e veio o do PS. Se o LNEC pender para Ota pior ainda para o Governo - afirma PP - pois fica demonstrado que o adiamento da localização definitiva do aeroporto e aceitação do estudo da CIP, não passou de encenação.