Breves Sócrates travado pela segurança na Porta do Sol O ministro ainda é novo, de aspecto algo displicente, com o casaco ao ombro e a camisa já transpirada, além de ser recente nas funções que actualmente ocupa, pelo que poderia não estar a ser reconhecido pela segurança da Expo que ontem à hora do almoço lhe travou o passo, no acesso ao recinto. Mas não. "Ordens, são ordens, aqui só entram os acreditados", repetia o segurança, na Porta do Sol, dirigindo-se a José Sócrates, que tentava em vão entrar pelo acesso da Expo que fica mais próximo da Gare do Oriente. "Isto é um disparate. Eu sou ministro Adjunto do primeiro ministro, e já estou atrasado três quartos de hora para uma cerimónia oficial", invocava José Sócrates, já muito suado e farto de não conseguir chegar ao local onde era esperado, para um almoço no Pavilhão de Portugal. A temperatura era de matar, pelas 13h30, e o ministro era um dos vários membros do Governo convidados pela República das Seychelles a participar nas celebrações do dia nacional daquele país que ontem se comemorava na Expo. Mas os seguranças não recuaram, no cumprimento cego das ordens que recebem de cima, nem mesmo quando José Sócrates insistiu que era ministro. "Terá de entrar pela porta do Atlântico, a porta VIP, que é por onde entram os convidados. Estas são as instruções que temos, por aqui só o pessoal acreditado", dizia o segurança. E até explicou ao PÚBLICO que já o ministro António Costa, que tem a tutela da Expo, entra muitas vezes por ali, "mas ele está acreditado". No fim, a coisa resolveu-se e um dos elementos da segurança da Porta do Sol foi encaminhar o ministro ao acesso que lhe estava destinado, a porta VIP. Depois, José Sócrates lá participou no almoço das Seychelles, um país que faz pensar em férias de sonho, e que conseguiu juntar vários membros do Governo nas suas celebrações, entre eles o secretário de Estado das Comunidades, José Lello e diversos deputados do PS, como Jorge Lacão, António Reis e Pereira Marques. Tantas presenças não têm sido regra nos almoços de países mais próximos, com os quais Portugal tem relações mais profundas, mas menos paradisíacos. (c) Copyright PÚBLICO Comunicação Social, SA Email: publico@publico.pt
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Breves Sócrates travado pela segurança na Porta do Sol O ministro ainda é novo, de aspecto algo displicente, com o casaco ao ombro e a camisa já transpirada, além de ser recente nas funções que actualmente ocupa, pelo que poderia não estar a ser reconhecido pela segurança da Expo que ontem à hora do almoço lhe travou o passo, no acesso ao recinto. Mas não. "Ordens, são ordens, aqui só entram os acreditados", repetia o segurança, na Porta do Sol, dirigindo-se a José Sócrates, que tentava em vão entrar pelo acesso da Expo que fica mais próximo da Gare do Oriente. "Isto é um disparate. Eu sou ministro Adjunto do primeiro ministro, e já estou atrasado três quartos de hora para uma cerimónia oficial", invocava José Sócrates, já muito suado e farto de não conseguir chegar ao local onde era esperado, para um almoço no Pavilhão de Portugal. A temperatura era de matar, pelas 13h30, e o ministro era um dos vários membros do Governo convidados pela República das Seychelles a participar nas celebrações do dia nacional daquele país que ontem se comemorava na Expo. Mas os seguranças não recuaram, no cumprimento cego das ordens que recebem de cima, nem mesmo quando José Sócrates insistiu que era ministro. "Terá de entrar pela porta do Atlântico, a porta VIP, que é por onde entram os convidados. Estas são as instruções que temos, por aqui só o pessoal acreditado", dizia o segurança. E até explicou ao PÚBLICO que já o ministro António Costa, que tem a tutela da Expo, entra muitas vezes por ali, "mas ele está acreditado". No fim, a coisa resolveu-se e um dos elementos da segurança da Porta do Sol foi encaminhar o ministro ao acesso que lhe estava destinado, a porta VIP. Depois, José Sócrates lá participou no almoço das Seychelles, um país que faz pensar em férias de sonho, e que conseguiu juntar vários membros do Governo nas suas celebrações, entre eles o secretário de Estado das Comunidades, José Lello e diversos deputados do PS, como Jorge Lacão, António Reis e Pereira Marques. Tantas presenças não têm sido regra nos almoços de países mais próximos, com os quais Portugal tem relações mais profundas, mas menos paradisíacos. (c) Copyright PÚBLICO Comunicação Social, SA Email: publico@publico.pt