VCI "cala-se" em Março

11-01-2001
marcar artigo

Projecto para a colocação de barreiras acústicas vai avançar

VCI "Cala-se" em Março

Por ANDREA CUNHA FREITAS

Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2001

Mais devagar, mais vigiada e com menos barulho. A partir de Março, este é o possível cenário para uma viagem na Via de Cintura Interna(VCI), no Porto. É que o projecto que visa tornar esta estrada mais silenciosa vai, finalmente, ser colocado em marcha. A redução da velocidade máxima para os 90 quilómetros por hora, a instalação de radares nas bermas da estrada e a colocação de barreiras acústicas, são algumas das medidas anunciadas. Depois de vários anos a fazer barulho numa luta pelo silêncio na estrada, a comissão dos "vizinhos" da VCI responde: "vamos esperar para ver". Ou neste caso, não ouvir.

O projecto para "calar" a VCI, que juntou os esforços do Instituto para a Conservação e Exploração da Rede Rodoviária (ICERR) e da Câmara do Porto, entre outras entidades, está praticamente concluído. Ontem, a autarquia apresentou aos responsáveis do ICERR os traços gerais do plano para a colocação de "barreiras acústicas". Até ao final deste mês, o projecto, baseado num estudo de requalificação ambiental, deverá estar pronto prevendo-se o início das obras durante o mês de Março. Victor Baptista, vice-presidente do ICERR, parece aprovar as ideias da autarquia, mas prefere não desvendar os pormenores desta intervenção que deverá ser apresentada publicamente no início de Fevereiro. O responsável adianta apenas que se tratará de uma empreitada com preocupações estéticas e "ecológicas", envolvendo materiais "amigos do ambiente". No entanto, segundo Victor Baptista, esta será uma das várias medidas a adoptar para reduzir ao mínimo o barulho na VCI. Assim, as regras de circulação acordadas entre o ICERR e a Direcção Geral de Estradas vão também impôr o limite máximo de velocidade nos 90 quilómetros hora. Por outro lado, serão ainda instalados alguns radares para fiscalizar o cumprimento destas normas ao longo de todo o percurso da via. "Medidas graduadas" que o vice-presidente do ICERR pretende colocar em prática para avaliar os resultados obtidos e, consequentemente, decidir sobre a necessidade de colocação de pavimento com características especiais que podem levar à redução de decibéis e que poderá custar cerca de dois milhões de contos.

Quem não esconde a satisfação é o representante da denominada Comissão da VCI, criada por iniciativa da Comissão de Moradores do Parque habitacional da Prelada e que reúne outros "vizinhos" incomodados com o barulho e a falta de segurança deste eixo viário com perfil de auto-estrada. "Expectativa" é a palavra que Amaro Correia escolhe para resumir a forma como recebeu esta "boa prenda de Natal". O representante da Comissão VCI está confiante nos resultados destas medidas e congratula-se pelo facto da Prelada ter sido incluída no projecto. No entanto, Amaro Correia sublinha que o melhor é "esperar para ver" até porque "o sabor da vitória só chegará quando a obra estiver no terreno". "Confiamos plenamente no ICERR e queremos acreditar na Câmara do Porto", refere, deixando o aviso e o benefício da dúvida: "Esperamos até Julho, depois disso estamos dispostos a ir até Bruxelas e apresentar queixa no Tribunal Europeu".

Andrea Cunha Freitas

Projecto para a colocação de barreiras acústicas vai avançar

VCI "Cala-se" em Março

Por ANDREA CUNHA FREITAS

Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2001

Mais devagar, mais vigiada e com menos barulho. A partir de Março, este é o possível cenário para uma viagem na Via de Cintura Interna(VCI), no Porto. É que o projecto que visa tornar esta estrada mais silenciosa vai, finalmente, ser colocado em marcha. A redução da velocidade máxima para os 90 quilómetros por hora, a instalação de radares nas bermas da estrada e a colocação de barreiras acústicas, são algumas das medidas anunciadas. Depois de vários anos a fazer barulho numa luta pelo silêncio na estrada, a comissão dos "vizinhos" da VCI responde: "vamos esperar para ver". Ou neste caso, não ouvir.

O projecto para "calar" a VCI, que juntou os esforços do Instituto para a Conservação e Exploração da Rede Rodoviária (ICERR) e da Câmara do Porto, entre outras entidades, está praticamente concluído. Ontem, a autarquia apresentou aos responsáveis do ICERR os traços gerais do plano para a colocação de "barreiras acústicas". Até ao final deste mês, o projecto, baseado num estudo de requalificação ambiental, deverá estar pronto prevendo-se o início das obras durante o mês de Março. Victor Baptista, vice-presidente do ICERR, parece aprovar as ideias da autarquia, mas prefere não desvendar os pormenores desta intervenção que deverá ser apresentada publicamente no início de Fevereiro. O responsável adianta apenas que se tratará de uma empreitada com preocupações estéticas e "ecológicas", envolvendo materiais "amigos do ambiente". No entanto, segundo Victor Baptista, esta será uma das várias medidas a adoptar para reduzir ao mínimo o barulho na VCI. Assim, as regras de circulação acordadas entre o ICERR e a Direcção Geral de Estradas vão também impôr o limite máximo de velocidade nos 90 quilómetros hora. Por outro lado, serão ainda instalados alguns radares para fiscalizar o cumprimento destas normas ao longo de todo o percurso da via. "Medidas graduadas" que o vice-presidente do ICERR pretende colocar em prática para avaliar os resultados obtidos e, consequentemente, decidir sobre a necessidade de colocação de pavimento com características especiais que podem levar à redução de decibéis e que poderá custar cerca de dois milhões de contos.

Quem não esconde a satisfação é o representante da denominada Comissão da VCI, criada por iniciativa da Comissão de Moradores do Parque habitacional da Prelada e que reúne outros "vizinhos" incomodados com o barulho e a falta de segurança deste eixo viário com perfil de auto-estrada. "Expectativa" é a palavra que Amaro Correia escolhe para resumir a forma como recebeu esta "boa prenda de Natal". O representante da Comissão VCI está confiante nos resultados destas medidas e congratula-se pelo facto da Prelada ter sido incluída no projecto. No entanto, Amaro Correia sublinha que o melhor é "esperar para ver" até porque "o sabor da vitória só chegará quando a obra estiver no terreno". "Confiamos plenamente no ICERR e queremos acreditar na Câmara do Porto", refere, deixando o aviso e o benefício da dúvida: "Esperamos até Julho, depois disso estamos dispostos a ir até Bruxelas e apresentar queixa no Tribunal Europeu".

Andrea Cunha Freitas

marcar artigo