Teresa Gouveia Deverá Ser a Nova Presidente
Segunda-feira, 8 de Janeiro de 2001 O novo Conselho de Administração (CA) de Serralves reúne hoje pela primeira vez e, na ordem de trabalhos, avulta a escolha do sucessor de João Marques Pinto na presidência. A decisão não deverá causar grande surpresa e tudo leva a crer que a nomeação venha a recair em Teresa Patrício Gouveia, a deputada social-democrata que, há mais de uma década, quando desempenhava as funções de secretária de Estado da Cultura do Governo de Cavaco Silva, decidiu criar a fundação e aí sediar o Museu Nacional de Arte Contemporânea. A alternativa a Teresa Gouveia seria a de outra figura social-democrata, o ex-ministro do Planeamento Valente de Oliveira, que, ao longo do ano passado, foi referido como uma solução que também agradaria aos fundadores de Serralves, por se tratar de uma personalidade do Norte e também ligada ao projecto e à história da instituição. Mas a súbita decisão de Valente de abdicar da renovação do seu mandato de três anos no final de Dezembro último - ao que o PÚBLICO apurou, devido a razões pessoais e profissionais - veio reforçar a previsibilidade da hipótese Teresa Gouveia. Tudo se conjuga, assim, para que esta solução recolha a unanimidade dos fundadores. O próprio ex-presidente, depois de referir que qualquer dos administradores tem capacidade, formal e pessoal, para assumir o lugar, lembra que coube a Teresa Gouveia "o acto de coragem e de descentralização de trazer o museu para o Porto". E, sobre os receios de "governamentalização" e a ideia, que chegou a ser defendida, de que o novo presidente deveria continuar a ser uma figura do meio empresarial nortenho, Marques Pinto diz que "poria as mãos no fogo" pela ex-governante, realçando "a sua total isenção, inteligência e tolerância", e ainda "a sua capacidade de se posicionar de uma maneira que em nada interfira com a independência de Serralves". Com este cenário, nada sugere que qualquer dos outros administradores venha a inviabilizar o nome da ex-secretária de Estado. Recorde-se que, depois da saída de Marques Pinto e dos dois outros mais antigos membros do anterior CA, Vasco Airão e Bernardino Gomes - substituídos pelos engenheiros Vergílio Folhadela e Nuno Azevedo e pela escritora Isabel Veiga -, o novo elenco é completado por quatro outros representantes de fundadores de Serralves: Sousa Gomes (Cimpor), António Lobo Xavier (Siva) e Gomes de Pinho e Raquel Henriques da Silva (ambos nomeados pelo Estado). Por preencher fica, entretanto, o lugar de Valente de Oliveira. S.C.A. OUTROS TÍTULOS EM CULTURA "Serralves é o museu com que sonhei"
Teresa Gouveia deverá ser a nova presidente
Uma luz no escuro
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