Espanhóis Afastam-se de "O Comércio do Porto"
Domingo, 26 de Agosto de 2001 Lisgráfica admite encerramento do jornal se não surgir rapidamente outro parceiro O grupo espanhol Prensa Ibérica afastou-se das negociaçõs para a compra do jornal "O Comércio do Porto", voltando assim a pairar o fantasma do encerramento sobre o mais antigo matutino do continente português. Os espanhóis, cuja principal publicação é o jornal "Faro de Vigo", há muito que pretendem entrar em força na imprensa portuguesa. Além de uma participação que já detêm no diário bracarense "Correio do Minho", há meses que negoceiam a aquisição de dois diários, um em Lisboa, "A Capital", e outro a Norte, precisamente "O Comércio do Porto". E se quanto ao negócio com a publicação lisboeta as coisas continuam de pé, já o entendimento com a empresa Lisgráfica para a compra do matutino nortenho parece ter chegado a um ponto de ruptura. Para concretizar o negócio, a Prensa Ibérica exigia uma drástica diminuição da massa salarial, o que passava inevitavelmente por uma redução dos quadros do jornal, que deveria ter acontecido até ao final da semana passada. Isso mesmo fora comunicado pela Lisgráfica à Gildapress, a empresa que administra o matutino e é constituída por um grupo de trabalhadores da área administrativa do jornal. Perante o afastamento dos espanhóis, a administração da Lisgráfica comunicou já aos trabalhadores que "ou é rapidamente encontrado outro parceiro, ou então o jornal terá que fechar". A ameaça de desaparecimento do mais antigo título do continente, quase a completar 150 anos, motivou já reacções dos meios políticos portuenses. Rui Rio, Rui Sá e João Teixeira Lopes, candidatos à Câmara do Porto respectivamente pelas coligações PSD/PP, CDU e BE, apelaram "às forças vivas da cidade para que se unam de forma a impedir o encerramento do jornal". J.A.M. OUTROS TÍTULOS EM MEDIA "Autor", o "robot"-repórter do futuro
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Domingo, 26 de Agosto de 2001 Lisgráfica admite encerramento do jornal se não surgir rapidamente outro parceiro O grupo espanhol Prensa Ibérica afastou-se das negociaçõs para a compra do jornal "O Comércio do Porto", voltando assim a pairar o fantasma do encerramento sobre o mais antigo matutino do continente português. Os espanhóis, cuja principal publicação é o jornal "Faro de Vigo", há muito que pretendem entrar em força na imprensa portuguesa. Além de uma participação que já detêm no diário bracarense "Correio do Minho", há meses que negoceiam a aquisição de dois diários, um em Lisboa, "A Capital", e outro a Norte, precisamente "O Comércio do Porto". E se quanto ao negócio com a publicação lisboeta as coisas continuam de pé, já o entendimento com a empresa Lisgráfica para a compra do matutino nortenho parece ter chegado a um ponto de ruptura. Para concretizar o negócio, a Prensa Ibérica exigia uma drástica diminuição da massa salarial, o que passava inevitavelmente por uma redução dos quadros do jornal, que deveria ter acontecido até ao final da semana passada. Isso mesmo fora comunicado pela Lisgráfica à Gildapress, a empresa que administra o matutino e é constituída por um grupo de trabalhadores da área administrativa do jornal. Perante o afastamento dos espanhóis, a administração da Lisgráfica comunicou já aos trabalhadores que "ou é rapidamente encontrado outro parceiro, ou então o jornal terá que fechar". A ameaça de desaparecimento do mais antigo título do continente, quase a completar 150 anos, motivou já reacções dos meios políticos portuenses. Rui Rio, Rui Sá e João Teixeira Lopes, candidatos à Câmara do Porto respectivamente pelas coligações PSD/PP, CDU e BE, apelaram "às forças vivas da cidade para que se unam de forma a impedir o encerramento do jornal". J.A.M. OUTROS TÍTULOS EM MEDIA "Autor", o "robot"-repórter do futuro
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