Suplemento Computadores

09-05-2001
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Segunda-feira, 19 de Março de 2001

O "chief executive officer" (CEO) da Oracle, Larry Ellison, foi processado na passada semana por um accionista furibundo, que alega que Ellison e outros executivos da empresa andaram a promover a valorização das acções da empresa para, em seguida, venderem títulos no montante de mil milhões de dólares - isto imediatamente antes de anunciarem que a empresa registaria uma quebra nos seus lucros face às anteriores previsões. Este anúncio viria, depois, a provocar uma quebra de 21 por cento no valor das acções da Oracle, de 46 para 36 dólares. Hansyorg Blattner, o accionista revoltado, interpôs um processo judicial contra Larry Ellison e outros sete directores da Oracle no tribunal no estado norte-americano do Delaware (no Nordeste dos EUA), mas o contencioso da empresa negou legitimidade ao caso: "As alegações não têm qualquer fundamento e nós defender-nos-emos com todo o vigor", disse um porta-voz da Oracle.

Hansyorg Blattner acusou, deste modo, o CEO e os directores da Oracle de terem inflacionado artificialmente o valor das acções da empresa ao fazerem declarações falsas e enganadoras acerca das perspectivas de curto prazo da empresa - numa altura em que já teriam que estar a par da quebra de lucros da Oracle e da consequente e inevitável desvalorização que isso acarretaria para as acções. O accionista pediu ao juiz que obrigasse os réus ao pagamento não só das custas legais e das despesas com o processo judicial mas também dos prejuízos sofridos pela empresa. "Os réus deveriam serr obrigados a reporem os seus ganhos financeiros [com a operação], que obtiveram injustamente e à custa da Oracle", declarou Hansyorg Blattner. Pelo menos três outros processos judiciais foram postos em marcha, mas, desta vez, eles deram entrada em tribunais federais da Califórnia, sob a forma de acções judiciais colectivas em favor de todos os detentores de acções da Oracle.

Com as acções da Novell a serem transaccionadas a apenas 5 dólares, Eric Schmidt, o CEO da empresa, anunciou que iria passar as rédeas a Jack Messman, também CEO mas da Cambridge Technology Partners, uma outra empresa que a Novell está em vias de adquirir por 217 milhões de dólares em acções suas. Schmidt passará a presidente da Novell, quatro anos após esta o ter ido buscar à Sun Microsystems - onde era o "chief technology officer" (CTO) - com a missão de reinventar a empresa. O objectivo só parcialmente foi atingido, pois a Novell nunca mais recuperou o brilho que exibira no início dos anos 90, quando era a rainha dos sistemas operativos para redes locais, a ligarem computadores e impressoras. Hoje, a empresa tenta posicionar-se como fornecedor de todo o tipo de "software" para redes, incluindo intranets e a Internet. Segundo Schmidt, a Novell precisa de uma melhor gestão no dia-a-dia - "um tipo de liderança em que Jack Messman é literalmente tido como uma estrela, sentindo eu que ele desempenhará um papel bem mais forte do que eu". A Novell espera vendas de 1200 milhões de dólares no seu ani fiscal de 2001 e crescer para algo entre 1600 e 1700 milhões de dólares no ano seguinte.

John Chambers, o CEO da Cisco Systems, disse aos analistas financeiros na passada semana que a quebra nas vendas que a sua empresas registara no final do ano passado e em Janeiro se prolongara por Fevereiro e Março - isto quando já também os mercados europeus e asiáticos começariam a dar sinais de abrandamento. "A visibilidade é reduzida. Não estamos a conseguir prescrutar o futuro como conseguíamos dantes. Não acredito que quem quer que seja nesta sala qual será o investimento em benms de capital nos próximos quatro trimestres", disse Chambers aos analistas. O actual arrefecimento da economia teve efeitos particularmente gravosos para o jovem sector da Internet. Mas Chambers mostrou-se confiante em que, a longo prazo, serão alcançadas as projecções de crescimento das vendas de 30 a 50 por cento no sector. As vendas da Cisco, é claro, dependem grandemente da expansão da infra-estrutura da Internet: "Fomos duramente atingidos e temos pela frente uma transição difícil mas, enquanto empresa, não vamos ter reacções precipitadas", acrescentou. A Cisco tenciona dispensar 5 mil empregados a tempo inteiro (11 por cento do total) e até 3 mil dos seus trabalhadores temporários ou com contrato a prazo.

A Intel anunciou o adiamento do arranque da produção numa nova fábrica em Leixlip, na Irlanda. Segundo Chuck Mulloy, porta-voz da Intel, só no terceiro trimestre de 2003 (e não em 2002) começará a laborar a nova fábrica, situada nos arredores de Dublin e que envolverá um investimento de 2 mil milhões de dólares. A decisão insere-se nas medidas para enfrentar a quebra na procura dos PC e de outros produtos que usam microprocessadores. As vendas da Intel deverão baixar 25 por cento neste trimestre face ao anterior. "Fizemos diversas mudanças no calendário do nosso programa de unidades fabris", disse Mulloy, "o que é normal dadas as actuais condições da economia [dos EUA]". Por outro lado, a Intel reunirá numa mesma divisão as suas unidades de "chips" para redes e de produtos para comunicações. A nova divisão, dirigida pelo vice-presidente Sean Maloney, até agora responsável pelas vendas (onde será substituído por Mike Splinter), no sentido de reforçar a aposta da Intel nas redes e ampliar as suas vendas a clientes como a Nortel Networks e a Cisco Systems. "Ao combinarmos as duas unidades, poderemos reforçar a nossa capacidade de oferecer soluções aos fornecedores de equipamentos", disse o porta-voz Tom Beermann.

RICK BELLUZZO foi nomeado "chief operating officer" (COO) da Microsoft (substituindo Bob Herbold, que abandonou a empresa) e também seu presidente, função que Steve Ballmer acumulava com a de CEO. Belluzzo assume, assim, a terceira posição na hierarquia da empresa apenas 18 meses após o seu ingresso, vindo da Silicon Graphics para dirigir a divisão da Internet (a MS Network e os respectivos sítios na Web), e a divisão de consumo, responsável, entre outros produtos, pela nova consola de jogos Xbox. Com Belluzzo, a MSN passou a ser um dos três portais mais visitados nos EUA e no mundo.

JAIME ARRAZOLA foi nomeado director da divisão IBM Global Services da Companhia IBM Portuguesa. Licenciado em Engenharia Industrial pela Universidade Politécnica de Madrid, Jaime Arrazola trabalha na IBM desde 1982, tendo começado por integrar a Divisão de Produção da Fábrica de Valência (Espanha), como responsável pela engenharia de fabricação. Após dois anos no laboratório de desenvolvimento de Endicott (EUA), onde se dedicou ao estudo de processos de fabrico, assumiu, entre 1990 e 1995, diversos cargos na área de serviços da IBM, como gestor de projectos para os sectores de telecomunicações e da banca, e, em 1996, seria nomeado gestor para as áreas de telecomunicações e "utilities" na IBM Global Services de Espanha. Em Outubro de 1997, assumiu a direcção da Divisão de Serviços da IBM Portugal, que assegurou até Janeiro de 2000, sendo então nomeado director-geral da DCSI, empresa do grupo IBM criada em parceria com a Portugal Telecom no âmbito "do outsourcing" em tecnologias de informação - funções que acumulará com as de director da IBM Global Services.

Segunda-feira, 19 de Março de 2001

O "chief executive officer" (CEO) da Oracle, Larry Ellison, foi processado na passada semana por um accionista furibundo, que alega que Ellison e outros executivos da empresa andaram a promover a valorização das acções da empresa para, em seguida, venderem títulos no montante de mil milhões de dólares - isto imediatamente antes de anunciarem que a empresa registaria uma quebra nos seus lucros face às anteriores previsões. Este anúncio viria, depois, a provocar uma quebra de 21 por cento no valor das acções da Oracle, de 46 para 36 dólares. Hansyorg Blattner, o accionista revoltado, interpôs um processo judicial contra Larry Ellison e outros sete directores da Oracle no tribunal no estado norte-americano do Delaware (no Nordeste dos EUA), mas o contencioso da empresa negou legitimidade ao caso: "As alegações não têm qualquer fundamento e nós defender-nos-emos com todo o vigor", disse um porta-voz da Oracle.

Hansyorg Blattner acusou, deste modo, o CEO e os directores da Oracle de terem inflacionado artificialmente o valor das acções da empresa ao fazerem declarações falsas e enganadoras acerca das perspectivas de curto prazo da empresa - numa altura em que já teriam que estar a par da quebra de lucros da Oracle e da consequente e inevitável desvalorização que isso acarretaria para as acções. O accionista pediu ao juiz que obrigasse os réus ao pagamento não só das custas legais e das despesas com o processo judicial mas também dos prejuízos sofridos pela empresa. "Os réus deveriam serr obrigados a reporem os seus ganhos financeiros [com a operação], que obtiveram injustamente e à custa da Oracle", declarou Hansyorg Blattner. Pelo menos três outros processos judiciais foram postos em marcha, mas, desta vez, eles deram entrada em tribunais federais da Califórnia, sob a forma de acções judiciais colectivas em favor de todos os detentores de acções da Oracle.

Com as acções da Novell a serem transaccionadas a apenas 5 dólares, Eric Schmidt, o CEO da empresa, anunciou que iria passar as rédeas a Jack Messman, também CEO mas da Cambridge Technology Partners, uma outra empresa que a Novell está em vias de adquirir por 217 milhões de dólares em acções suas. Schmidt passará a presidente da Novell, quatro anos após esta o ter ido buscar à Sun Microsystems - onde era o "chief technology officer" (CTO) - com a missão de reinventar a empresa. O objectivo só parcialmente foi atingido, pois a Novell nunca mais recuperou o brilho que exibira no início dos anos 90, quando era a rainha dos sistemas operativos para redes locais, a ligarem computadores e impressoras. Hoje, a empresa tenta posicionar-se como fornecedor de todo o tipo de "software" para redes, incluindo intranets e a Internet. Segundo Schmidt, a Novell precisa de uma melhor gestão no dia-a-dia - "um tipo de liderança em que Jack Messman é literalmente tido como uma estrela, sentindo eu que ele desempenhará um papel bem mais forte do que eu". A Novell espera vendas de 1200 milhões de dólares no seu ani fiscal de 2001 e crescer para algo entre 1600 e 1700 milhões de dólares no ano seguinte.

John Chambers, o CEO da Cisco Systems, disse aos analistas financeiros na passada semana que a quebra nas vendas que a sua empresas registara no final do ano passado e em Janeiro se prolongara por Fevereiro e Março - isto quando já também os mercados europeus e asiáticos começariam a dar sinais de abrandamento. "A visibilidade é reduzida. Não estamos a conseguir prescrutar o futuro como conseguíamos dantes. Não acredito que quem quer que seja nesta sala qual será o investimento em benms de capital nos próximos quatro trimestres", disse Chambers aos analistas. O actual arrefecimento da economia teve efeitos particularmente gravosos para o jovem sector da Internet. Mas Chambers mostrou-se confiante em que, a longo prazo, serão alcançadas as projecções de crescimento das vendas de 30 a 50 por cento no sector. As vendas da Cisco, é claro, dependem grandemente da expansão da infra-estrutura da Internet: "Fomos duramente atingidos e temos pela frente uma transição difícil mas, enquanto empresa, não vamos ter reacções precipitadas", acrescentou. A Cisco tenciona dispensar 5 mil empregados a tempo inteiro (11 por cento do total) e até 3 mil dos seus trabalhadores temporários ou com contrato a prazo.

A Intel anunciou o adiamento do arranque da produção numa nova fábrica em Leixlip, na Irlanda. Segundo Chuck Mulloy, porta-voz da Intel, só no terceiro trimestre de 2003 (e não em 2002) começará a laborar a nova fábrica, situada nos arredores de Dublin e que envolverá um investimento de 2 mil milhões de dólares. A decisão insere-se nas medidas para enfrentar a quebra na procura dos PC e de outros produtos que usam microprocessadores. As vendas da Intel deverão baixar 25 por cento neste trimestre face ao anterior. "Fizemos diversas mudanças no calendário do nosso programa de unidades fabris", disse Mulloy, "o que é normal dadas as actuais condições da economia [dos EUA]". Por outro lado, a Intel reunirá numa mesma divisão as suas unidades de "chips" para redes e de produtos para comunicações. A nova divisão, dirigida pelo vice-presidente Sean Maloney, até agora responsável pelas vendas (onde será substituído por Mike Splinter), no sentido de reforçar a aposta da Intel nas redes e ampliar as suas vendas a clientes como a Nortel Networks e a Cisco Systems. "Ao combinarmos as duas unidades, poderemos reforçar a nossa capacidade de oferecer soluções aos fornecedores de equipamentos", disse o porta-voz Tom Beermann.

RICK BELLUZZO foi nomeado "chief operating officer" (COO) da Microsoft (substituindo Bob Herbold, que abandonou a empresa) e também seu presidente, função que Steve Ballmer acumulava com a de CEO. Belluzzo assume, assim, a terceira posição na hierarquia da empresa apenas 18 meses após o seu ingresso, vindo da Silicon Graphics para dirigir a divisão da Internet (a MS Network e os respectivos sítios na Web), e a divisão de consumo, responsável, entre outros produtos, pela nova consola de jogos Xbox. Com Belluzzo, a MSN passou a ser um dos três portais mais visitados nos EUA e no mundo.

JAIME ARRAZOLA foi nomeado director da divisão IBM Global Services da Companhia IBM Portuguesa. Licenciado em Engenharia Industrial pela Universidade Politécnica de Madrid, Jaime Arrazola trabalha na IBM desde 1982, tendo começado por integrar a Divisão de Produção da Fábrica de Valência (Espanha), como responsável pela engenharia de fabricação. Após dois anos no laboratório de desenvolvimento de Endicott (EUA), onde se dedicou ao estudo de processos de fabrico, assumiu, entre 1990 e 1995, diversos cargos na área de serviços da IBM, como gestor de projectos para os sectores de telecomunicações e da banca, e, em 1996, seria nomeado gestor para as áreas de telecomunicações e "utilities" na IBM Global Services de Espanha. Em Outubro de 1997, assumiu a direcção da Divisão de Serviços da IBM Portugal, que assegurou até Janeiro de 2000, sendo então nomeado director-geral da DCSI, empresa do grupo IBM criada em parceria com a Portugal Telecom no âmbito "do outsourcing" em tecnologias de informação - funções que acumulará com as de director da IBM Global Services.

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