João Miguel Rodrigues A Universidade Moderna foi alvo de uma das maiores polémicas do mandato do procurador
1995
Fevereiro - O PÚBLICO noticia relações de conivência da Câmara de Lisboa (CML) com a Universidade Moderna (UM) ao fechar os olhos à ausência de licenciamento camarário a determinadas construções. 1996 Dezembro - O Tal&Qual e A Capital noticiam a cisão na maçonaria. O grão-mestre da Grande Loja Regular de Portugal, Nandim de Carvalho, é subitamente destituído das suas funções. Por detrás do golpe estão José Braga Gonçalves, filho do reitor da Moderna, e o antigo cavaleiro tauromáquico, José João Zoio.
1997
Fevereiro - Nandim de Carvalho abandona as funções de presidente da assembleia geral da Dinensino, cooperativa que controla a universidade. O reitor, José Júlio Gonçalves, torna-se presidente da direcção e o seu filho, secretário.
Abril - Explosão de uma bomba junto à casa de José Braga Gonçalves, filho do reitor da Moderna, origina investigação da Polícia Judiciária, que estuda também o caso de escutas ilegais nalguns gabinetes da UM.
1998
29 Setembro - O PÚBLICO noticia realização de obras da UM em terrenos camarários que contrariam os planos existentes para a zona.
24 Dezembro - O PÚBLICO dá conta de que a CML favoreceu a UM, dando prioridade à demolição de barracas na zona envolvente da universidade e atribuindo-lhe espaços públicos para estacionamento, quando a instituição estava obrigada a construir um parque subterrâneo.
1999
20 Janeiro - Um dos vice-reitores da UM e vice-presidente da cooperativa Dinensino, Esmeraldo de Azevedo, faz uma queixa à Procuradoria-Geral da República (PGR), por alegada gestão danosa da cooperativa.
27 Janeiro - Segundo o PÚBLICO noticiou, Esmeraldo Azevedo está impedido de entrar na UM desde Novembro por ter pedido informações sobre as contas da cooperativa e sobre os investimentos em actividades alheias ao ensino.
4 Fevereiro - O DN faz manchete com a notícia de que a PJ, o Serviço de Informações e Segurança (SIS) e a PGR se encontram a investigar a Moderna.
5 Fevereiro - O PÚBLICO noticia que a UM contraiu empréstimos superiores a 1,7 milhões de contos sem que se conheçam os investimentos correspondentes.
6 Fevereiro - O PÚBLICO noticia que a UM deve 41.666 contos à Segurança Social.
10 Fevereiro - O PÚBLICO noticia que a UM tem os seus financiamentos do PRODEP suspensos desde Setembro de 1997 devido a atrasos na prestação de contas.
11 Fevereiro - A maioria da direcção da Dinensino apresenta a demissão.
16 Fevereiro - PÚBLICO dá conta das relações de dirigentes do Partido Popular com a UM. Paulo Portas foi gerente da Amostra, empresa que administrou o centro de sondagens da Moderna, do qual era director-geral até Novembro de 1998.
1 Março - A assembleia geral da Dinensino reconduz José Júlio Gonçalves como presidente da direcção e elege uma nova equipa directiva. O reitor reconhece erros na anterior gestão.
6 Março - O director-geral da PJ, Fernando Negrão, admite ter tido conhecimento informal de um relatório do SIS.
11 Março - A revista Visão publica o relatório do SIS, que conclui que o grupo aglutinado em torno da UM poderá já estar em condições de exercer fortes pressões sobre os meios políticos e governamentais.
12 Março - O SIS, pela voz do seu director-geral, Rui Pereira, nega autoria do relatório publicado na Visão. O MAI também.
15 Março - A PJ entra na Moderna. Apreende vários documentos na zona da gestão e na Amostra.
16 Março - Fernando Negrão demite-se após o ministro da Justiça, Vera Jardim, lhe ter retirado a confiança política.
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João Miguel Rodrigues A Universidade Moderna foi alvo de uma das maiores polémicas do mandato do procurador
1995
Fevereiro - O PÚBLICO noticia relações de conivência da Câmara de Lisboa (CML) com a Universidade Moderna (UM) ao fechar os olhos à ausência de licenciamento camarário a determinadas construções. 1996 Dezembro - O Tal&Qual e A Capital noticiam a cisão na maçonaria. O grão-mestre da Grande Loja Regular de Portugal, Nandim de Carvalho, é subitamente destituído das suas funções. Por detrás do golpe estão José Braga Gonçalves, filho do reitor da Moderna, e o antigo cavaleiro tauromáquico, José João Zoio.
1997
Fevereiro - Nandim de Carvalho abandona as funções de presidente da assembleia geral da Dinensino, cooperativa que controla a universidade. O reitor, José Júlio Gonçalves, torna-se presidente da direcção e o seu filho, secretário.
Abril - Explosão de uma bomba junto à casa de José Braga Gonçalves, filho do reitor da Moderna, origina investigação da Polícia Judiciária, que estuda também o caso de escutas ilegais nalguns gabinetes da UM.
1998
29 Setembro - O PÚBLICO noticia realização de obras da UM em terrenos camarários que contrariam os planos existentes para a zona.
24 Dezembro - O PÚBLICO dá conta de que a CML favoreceu a UM, dando prioridade à demolição de barracas na zona envolvente da universidade e atribuindo-lhe espaços públicos para estacionamento, quando a instituição estava obrigada a construir um parque subterrâneo.
1999
20 Janeiro - Um dos vice-reitores da UM e vice-presidente da cooperativa Dinensino, Esmeraldo de Azevedo, faz uma queixa à Procuradoria-Geral da República (PGR), por alegada gestão danosa da cooperativa.
27 Janeiro - Segundo o PÚBLICO noticiou, Esmeraldo Azevedo está impedido de entrar na UM desde Novembro por ter pedido informações sobre as contas da cooperativa e sobre os investimentos em actividades alheias ao ensino.
4 Fevereiro - O DN faz manchete com a notícia de que a PJ, o Serviço de Informações e Segurança (SIS) e a PGR se encontram a investigar a Moderna.
5 Fevereiro - O PÚBLICO noticia que a UM contraiu empréstimos superiores a 1,7 milhões de contos sem que se conheçam os investimentos correspondentes.
6 Fevereiro - O PÚBLICO noticia que a UM deve 41.666 contos à Segurança Social.
10 Fevereiro - O PÚBLICO noticia que a UM tem os seus financiamentos do PRODEP suspensos desde Setembro de 1997 devido a atrasos na prestação de contas.
11 Fevereiro - A maioria da direcção da Dinensino apresenta a demissão.
16 Fevereiro - PÚBLICO dá conta das relações de dirigentes do Partido Popular com a UM. Paulo Portas foi gerente da Amostra, empresa que administrou o centro de sondagens da Moderna, do qual era director-geral até Novembro de 1998.
1 Março - A assembleia geral da Dinensino reconduz José Júlio Gonçalves como presidente da direcção e elege uma nova equipa directiva. O reitor reconhece erros na anterior gestão.
6 Março - O director-geral da PJ, Fernando Negrão, admite ter tido conhecimento informal de um relatório do SIS.
11 Março - A revista Visão publica o relatório do SIS, que conclui que o grupo aglutinado em torno da UM poderá já estar em condições de exercer fortes pressões sobre os meios políticos e governamentais.
12 Março - O SIS, pela voz do seu director-geral, Rui Pereira, nega autoria do relatório publicado na Visão. O MAI também.
15 Março - A PJ entra na Moderna. Apreende vários documentos na zona da gestão e na Amostra.
16 Março - Fernando Negrão demite-se após o ministro da Justiça, Vera Jardim, lhe ter retirado a confiança política.