Farmacêuticos Hospitalares Receiam Despedimentos
Quinta-feira, 5 de Abril de 2001
Secretário de Estado garante que nenhum profissional necessário será dispensado
Há 167 farmacêuticos hospitalares que estão fora do quadro e que são imprescindíveis nos hospitais, afirma em comunicado o Sindicato dos Farmacêuticos, uma posição adoptada após uma reunião com a respectiva Ordem e vários profissionais.
Cerca de 30 por cento destes profissionais exercem funções de responsabilidade fora do quadro, diz ainda o comunicado do sindicato. A tutela "não tomou ainda medidas concretas para a regularização da situação" e "há farmacêuticos com anos de serviço que vão ser despedidos deste mês em diante", conclui o documento.
O secretário de Estado dos Recursos Humanos da Saúde, Nelson Baltazar, reconhece que há muitos profissionais em situação irregular - "na ordem das centenas". Em declarações ao PÚBLICO, o governante garantiu que nenhum profissional que seja necessário numa unidade hospitalar será despedido, ao contrário do que teme o sindicato.
"Está previsto o descongelamento de vagas este ano e muitos desses profissionais estarão cobertos por esse descongelamento. Enquanto decorre o processo, os contratos serão automaticamente prorrogados", explica Nelson Baltazar.
Além disso, "foram dadas indicações às ARS [Administrações Regionais de Saúde] para que os hospitais indiquem os profissionais necessários" e estes serão contratados, se for necessário, através dos contratos administrativos de provimento, uma figura especial para "segurar" técnicos considerados necessários, que têm uma duração de três anos, afirmou ainda o secretário de Estado. Mas, para isso, sublinhou, é necessária a proposta dos hospitais: "Eu não sei onde é que são precisos os profissionais", conclui.
M.J.G.
Categorias
Entidades
Farmacêuticos Hospitalares Receiam Despedimentos
Quinta-feira, 5 de Abril de 2001
Secretário de Estado garante que nenhum profissional necessário será dispensado
Há 167 farmacêuticos hospitalares que estão fora do quadro e que são imprescindíveis nos hospitais, afirma em comunicado o Sindicato dos Farmacêuticos, uma posição adoptada após uma reunião com a respectiva Ordem e vários profissionais.
Cerca de 30 por cento destes profissionais exercem funções de responsabilidade fora do quadro, diz ainda o comunicado do sindicato. A tutela "não tomou ainda medidas concretas para a regularização da situação" e "há farmacêuticos com anos de serviço que vão ser despedidos deste mês em diante", conclui o documento.
O secretário de Estado dos Recursos Humanos da Saúde, Nelson Baltazar, reconhece que há muitos profissionais em situação irregular - "na ordem das centenas". Em declarações ao PÚBLICO, o governante garantiu que nenhum profissional que seja necessário numa unidade hospitalar será despedido, ao contrário do que teme o sindicato.
"Está previsto o descongelamento de vagas este ano e muitos desses profissionais estarão cobertos por esse descongelamento. Enquanto decorre o processo, os contratos serão automaticamente prorrogados", explica Nelson Baltazar.
Além disso, "foram dadas indicações às ARS [Administrações Regionais de Saúde] para que os hospitais indiquem os profissionais necessários" e estes serão contratados, se for necessário, através dos contratos administrativos de provimento, uma figura especial para "segurar" técnicos considerados necessários, que têm uma duração de três anos, afirmou ainda o secretário de Estado. Mas, para isso, sublinhou, é necessária a proposta dos hospitais: "Eu não sei onde é que são precisos os profissionais", conclui.
M.J.G.