Portugal Tem Que Estar Preparado para Represálias
Por HELENA PEREIRA
Quarta-feira, 19 de Setembro de 2001
Ex-CEME comenta eventual participação em ofensiva militar
O ex-Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), general Loureiro dos Santos, alertou ontem para a necessidade de Portugal estar preparado para represálias se se envolver numa operação militar de retaliação contra os autores dos atentados que atingiram os EUA.
O aviso foi deixado no lançamento do livro "Segurança e defesa na viragem do milénio", em que o general do Exército voltou a criticar o poder político. Questionado pelos jornalistas sobre se Portugal tem condições para participar numa ofensiva militar ao lado dos EUA, Loureiro dos Santos afirmou que o país "tem muito poucas condições, como resultado da política desastrosa sistematicamente efectuada sobre a Defesa".
O Presidente da República, Jorge Sampaio, que confirmou a presença na cerimónia, acabou por recuar à última hora. Assim que usou da palavra, Loureiro dos Santos explicou que Sampaio o mandou chamar na segunda-feira para dizer-lhe que afinal não iria ao lançamento do livro por "razões políticas". Devido às críticas ao poder político, leia-se, Governo, contidas na obra, o Presidente alegou querer "preservar a imagem de independência". O ex-CEME acrescentou que Sampaio, ainda assim, tinha elogiado o seu trabalho.
A sessão de lançamento do livro contou com a presença de vários militares, como o general Ramalho Eanes, o general Silva Viegas (actual CEME) e o general Espírito Santo, e políticos, como Carlos Encarnação e Miranda Calha.
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Portugal Tem Que Estar Preparado para Represálias
Por HELENA PEREIRA
Quarta-feira, 19 de Setembro de 2001
Ex-CEME comenta eventual participação em ofensiva militar
O ex-Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), general Loureiro dos Santos, alertou ontem para a necessidade de Portugal estar preparado para represálias se se envolver numa operação militar de retaliação contra os autores dos atentados que atingiram os EUA.
O aviso foi deixado no lançamento do livro "Segurança e defesa na viragem do milénio", em que o general do Exército voltou a criticar o poder político. Questionado pelos jornalistas sobre se Portugal tem condições para participar numa ofensiva militar ao lado dos EUA, Loureiro dos Santos afirmou que o país "tem muito poucas condições, como resultado da política desastrosa sistematicamente efectuada sobre a Defesa".
O Presidente da República, Jorge Sampaio, que confirmou a presença na cerimónia, acabou por recuar à última hora. Assim que usou da palavra, Loureiro dos Santos explicou que Sampaio o mandou chamar na segunda-feira para dizer-lhe que afinal não iria ao lançamento do livro por "razões políticas". Devido às críticas ao poder político, leia-se, Governo, contidas na obra, o Presidente alegou querer "preservar a imagem de independência". O ex-CEME acrescentou que Sampaio, ainda assim, tinha elogiado o seu trabalho.
A sessão de lançamento do livro contou com a presença de vários militares, como o general Ramalho Eanes, o general Silva Viegas (actual CEME) e o general Espírito Santo, e políticos, como Carlos Encarnação e Miranda Calha.