Riscos desconhecidos

19-02-2001
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Riscos Desconhecidos

Quarta-feira, 3 de Janeiro de 2001

Existem 10 mil portugueses sujeitos directamente a radiações ionizantes, mas como ninguém sabe o grau de precisão dos equipamentos que medem as doses das radiações, desconhecem-se os seus riscos para a saúde, afirma Mário Albuquerque Barroso, engenheiro e assessor principal do Instituto de Desenvolvimento e Inspecção das Condições de Trabalho.

O engenheiro fez um estudo aprofundado sobre a aplicação da convenção da Organização Internacional do Trabalho no que respeita a estas radiações e afirma que, apesar de existirem mais de 20 decretos e portarias dispersos, ninguém sabe a situação real a que estão expostos os profissionais que lidam com radiações.

"Temos dezenas de milhares de equipamentos que utilizam radiações, mas até hoje só foi feito um inquérito administrativo a uma instalação", denuncia. Além disso, "não há fiscalização sobre a certificação dos equipamentos" ou qualquer informação sistematizada sobre acidentes com radiações. "Não existem em Portugal dados estatísticos sistematizados sobre a gravidade e número de acidentes com radiações ionizantes", explica.

O ano passado, após concluir o relatório, o especialista contactou sindicatos, organizações patronais e outros parceiros sociais alertando para esta situação. Mas, conclui, com excepção do Instituto Tecnológico e Nuclear e da Direcção-Geral da Saúde, a reacção foi de desconhecimento e despreocupação quanto a este problema.

J.F.C.

Riscos Desconhecidos

Quarta-feira, 3 de Janeiro de 2001

Existem 10 mil portugueses sujeitos directamente a radiações ionizantes, mas como ninguém sabe o grau de precisão dos equipamentos que medem as doses das radiações, desconhecem-se os seus riscos para a saúde, afirma Mário Albuquerque Barroso, engenheiro e assessor principal do Instituto de Desenvolvimento e Inspecção das Condições de Trabalho.

O engenheiro fez um estudo aprofundado sobre a aplicação da convenção da Organização Internacional do Trabalho no que respeita a estas radiações e afirma que, apesar de existirem mais de 20 decretos e portarias dispersos, ninguém sabe a situação real a que estão expostos os profissionais que lidam com radiações.

"Temos dezenas de milhares de equipamentos que utilizam radiações, mas até hoje só foi feito um inquérito administrativo a uma instalação", denuncia. Além disso, "não há fiscalização sobre a certificação dos equipamentos" ou qualquer informação sistematizada sobre acidentes com radiações. "Não existem em Portugal dados estatísticos sistematizados sobre a gravidade e número de acidentes com radiações ionizantes", explica.

O ano passado, após concluir o relatório, o especialista contactou sindicatos, organizações patronais e outros parceiros sociais alertando para esta situação. Mas, conclui, com excepção do Instituto Tecnológico e Nuclear e da Direcção-Geral da Saúde, a reacção foi de desconhecimento e despreocupação quanto a este problema.

J.F.C.

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