Um problema da terceira idade

22-03-2001
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Um Problema da Terceira Idade

Terça-feira, 26 de Dezembro de 2000

Um idoso tem cerca de seis vezes mais perturbações de sono do que as pessoas com menos de 45 anos. Este número está proporcionalmente ligado às crises de ansiedade que normalmente assolam as pessoas mais velhas. "A partir dos 45 anos as insónias são mais frequentes porque aumenta a ansiedade na pessoa, e o sono também se torna mais leve e diminuto", afirma o psiquiatra António Reis Marques.

Numerosos factores estão associados à ansiedade na terceira idade, como por exemplo a perda de amigos e familiares, a doença, o declínio intelectual, os sentimentos de desesperança e a dificuldade de adaptação às rápidas modificações do meio ambiente. "Com a idade, o sono vai perdendo algumas características. Há todo um conjunto de situações próprias que dão uma qualidade de sono pior na terceira idade, a começar pelo desejo dos idosos de ter o sono igual a quando tinham vinte anos", acrescenta Reis Marques.

Nos últimos tempos têm aparecido algumas novas alternativas aos soníferos. Estas novas terapias podem oferecer bons resultados sem o risco de habituação que os fármacos provocam. A agenda do sono é uma terapia cognitivo-comportamental que visa alterar os comportamentos do paciente, com o objectivo de o auxiliar a reencontrar um ritmo natural de sono. Este tratamento responde melhor às insónias sem causa aparente, chamadas psicofisiológicas. Este programa de reeducação do sono trata, fundamentalmente, de criar novos comportamentos e novos hábitos de dormir.

A cronoterapia é outra forma de combater as insónias sem o recurso a medicamentos hipnóticos. O seu tratamento consiste em acertar o relógio interno. O paciente, sob assistência médica, tenta atrasar gradualmente a hora de deitar, até que essa hora seja compatível com a vida activa do doente.

Para António Reis Marques, não importa que tipo de terapia se usa, desde que esta respeite a higiene do sono: "Todas as novas terapias aparecem ligadas à higiene do sono, esse é que é o aspecto fundamental. Depois se utilizo o relaxamento, uma boa música ou até massagens, é indiferente, depende das circunstâncias."

C.M.

Um Problema da Terceira Idade

Terça-feira, 26 de Dezembro de 2000

Um idoso tem cerca de seis vezes mais perturbações de sono do que as pessoas com menos de 45 anos. Este número está proporcionalmente ligado às crises de ansiedade que normalmente assolam as pessoas mais velhas. "A partir dos 45 anos as insónias são mais frequentes porque aumenta a ansiedade na pessoa, e o sono também se torna mais leve e diminuto", afirma o psiquiatra António Reis Marques.

Numerosos factores estão associados à ansiedade na terceira idade, como por exemplo a perda de amigos e familiares, a doença, o declínio intelectual, os sentimentos de desesperança e a dificuldade de adaptação às rápidas modificações do meio ambiente. "Com a idade, o sono vai perdendo algumas características. Há todo um conjunto de situações próprias que dão uma qualidade de sono pior na terceira idade, a começar pelo desejo dos idosos de ter o sono igual a quando tinham vinte anos", acrescenta Reis Marques.

Nos últimos tempos têm aparecido algumas novas alternativas aos soníferos. Estas novas terapias podem oferecer bons resultados sem o risco de habituação que os fármacos provocam. A agenda do sono é uma terapia cognitivo-comportamental que visa alterar os comportamentos do paciente, com o objectivo de o auxiliar a reencontrar um ritmo natural de sono. Este tratamento responde melhor às insónias sem causa aparente, chamadas psicofisiológicas. Este programa de reeducação do sono trata, fundamentalmente, de criar novos comportamentos e novos hábitos de dormir.

A cronoterapia é outra forma de combater as insónias sem o recurso a medicamentos hipnóticos. O seu tratamento consiste em acertar o relógio interno. O paciente, sob assistência médica, tenta atrasar gradualmente a hora de deitar, até que essa hora seja compatível com a vida activa do doente.

Para António Reis Marques, não importa que tipo de terapia se usa, desde que esta respeite a higiene do sono: "Todas as novas terapias aparecem ligadas à higiene do sono, esse é que é o aspecto fundamental. Depois se utilizo o relaxamento, uma boa música ou até massagens, é indiferente, depende das circunstâncias."

C.M.

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