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16-12-2000
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12 de Outubro

AR: Deputadas do PSD vão requerer liberdade de voto na contracepção de emergência

Pelo menos sete das onze deputadas que integram o grupo parlamentar do PSD manifestaram a intenção de requerer a liberdade de voto durante a discussão dos métodos contraceptivos de emergência, a realizar amanhã pela Assembleia da República. Esta acção revela o descontentamento da maioria das deputadas perante o projecto de lei apresentado pela JSD sobre a chamada pílula do dia seguinte.

António Capucho, líder parlamentar do PSD, já veio confirmar que esse direito "será concedido a quem o solicitar", à semelhança, disse, "de casos idênticos ocorridos no passado", informa a Lusa.

A posição das deputadas surgiu na sequência de uma reunião do grupo parlamentar do PSD, na qual ficou decidido associar o partido à proposta da JSD. No entanto, as explicações fornecidas pelos intervenientes não convenceram a maioria das mulheres presentes.

Ana Manso, coordenadora do PSD na comissão de Paridade e Família, já requereu a liberdade de voto. "A pílula do dia seguinte é um método contraceptivo de emergência que pode ser utilizado em situações excepcionais", referiu.

"Está em causa a saúde pública e devem ser utilizados todos os métodos para impedir a gravidez indesejável, pelo que em casos de emergência devem ser utilizados estes contraceptivos", esclareceu a deputada Ana Manso.

Em causa no debate que se inicia amanhã, sobre medicamentos contraceptivos de emergência, estão as dúvidas acerca da eventual qualidade abortiva da pílula do dia seguinte.

A JSD, que numa primeira fase não colocava resistências ao uso da pílula, acabou por mudar de opinião, fazendo depender a sua aprovação do parecer de entidades como a Comissão de Ética para as Ciências da Vida e a Ordem dos Médicos.

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AR: Deputadas do PSD vão requerer liberdade de voto na contracepção de emergência

Pelo menos sete das onze deputadas que integram o grupo parlamentar do PSD manifestaram a intenção de requerer a liberdade de voto durante a discussão dos métodos contraceptivos de emergência, a realizar amanhã pela Assembleia da República. Esta acção revela o descontentamento da maioria das deputadas perante o projecto de lei apresentado pela JSD sobre a chamada pílula do dia seguinte.

António Capucho, líder parlamentar do PSD, já veio confirmar que esse direito "será concedido a quem o solicitar", à semelhança, disse, "de casos idênticos ocorridos no passado", informa a Lusa.

A posição das deputadas surgiu na sequência de uma reunião do grupo parlamentar do PSD, na qual ficou decidido associar o partido à proposta da JSD. No entanto, as explicações fornecidas pelos intervenientes não convenceram a maioria das mulheres presentes.

Ana Manso, coordenadora do PSD na comissão de Paridade e Família, já requereu a liberdade de voto. "A pílula do dia seguinte é um método contraceptivo de emergência que pode ser utilizado em situações excepcionais", referiu.

"Está em causa a saúde pública e devem ser utilizados todos os métodos para impedir a gravidez indesejável, pelo que em casos de emergência devem ser utilizados estes contraceptivos", esclareceu a deputada Ana Manso.

Em causa no debate que se inicia amanhã, sobre medicamentos contraceptivos de emergência, estão as dúvidas acerca da eventual qualidade abortiva da pílula do dia seguinte.

A JSD, que numa primeira fase não colocava resistências ao uso da pílula, acabou por mudar de opinião, fazendo depender a sua aprovação do parecer de entidades como a Comissão de Ética para as Ciências da Vida e a Ordem dos Médicos.

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