Advogados ignoram fusões e alianças
A especialização dos escritórios de advogados aumentou a concorrência no segmento de negócios. Mas as fusões necessárias continuam adiadas
A AM Pereira, Sáragga Leal, Oliveira Martins, Júdice & Associados é a grande referência do direito comercial, de acordo com o mais recente relatório sobre Portugal do International Centre for Commercial Law (ICCW). Das 13 categorias definidas no relatório, esta firma de advogados vê a sua actuação recomendada em nove, assumindo a liderança nas especialidades do direito empresarial e comercial, banca e finanças, «project finance», impostos, construção, União Europeia e concorrência, propriedade intelectual, questões laborais e também na área de litígios e arbitragem.
De acordo com o «ranking» anual do ICCW, o Grupo Legal Português EEIG é a firma aconselhada na área de mercado de capitais. No domínio empresarial, o ICCW destaca ainda a ascensão da Abreu, Cardigos & Associados e a actuação da Jardim, Sampaio, Caldas e Associados.
Com 101 advogados, a AM Pereira, Sáragga Leal, Oliveira Martins, Júdice & Associados é a maior firma de advogados nacional, seguida pela Morais Leitão, J Galvão Teles & Associados, com 51 advogados, e da Gonçalves Pereira, Castelo Branco & Associados, que emprega 46.
Alianças necessárias
O relatório do ICCW traça um retrato modesto da actividade do direito comercial português. De acordo com a consultora, o mercado peca pela fraca dimensão e excessiva regulamentação. Uma inércia apenas agitada pela recente entrada das «big five», apesar de só a Arthur Andersen, Pricewaterhouse&Coopers e KPMG terem já penetrado significativamente no mercado nacional.
Para a ICCW, descontando o Grupo Legal Português EEIG, as firmas portuguesas tendem a adiar a inevitável formação de alianças estratégicas com congéneres europeias.
A excepção vem de Espanha e das várias multinacionais que cobiçam o mercado ibérico, preterindo, contudo, Lisboa em relação a Madrid, como sede comercial da sua actividade.
Esta foi a estratégia seguida pela Gonçalves Pereira, Castelo Branco & Associados que, no início do ano 2000, lançou uma parceria estratégica com a espanhola Cuatrecasas.
Diz o relatório que as alianças no país vizinho são apenas o primeiro passo da internacionalização da advocacia portuguesa.
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Advogados ignoram fusões e alianças
A especialização dos escritórios de advogados aumentou a concorrência no segmento de negócios. Mas as fusões necessárias continuam adiadas
A AM Pereira, Sáragga Leal, Oliveira Martins, Júdice & Associados é a grande referência do direito comercial, de acordo com o mais recente relatório sobre Portugal do International Centre for Commercial Law (ICCW). Das 13 categorias definidas no relatório, esta firma de advogados vê a sua actuação recomendada em nove, assumindo a liderança nas especialidades do direito empresarial e comercial, banca e finanças, «project finance», impostos, construção, União Europeia e concorrência, propriedade intelectual, questões laborais e também na área de litígios e arbitragem.
De acordo com o «ranking» anual do ICCW, o Grupo Legal Português EEIG é a firma aconselhada na área de mercado de capitais. No domínio empresarial, o ICCW destaca ainda a ascensão da Abreu, Cardigos & Associados e a actuação da Jardim, Sampaio, Caldas e Associados.
Com 101 advogados, a AM Pereira, Sáragga Leal, Oliveira Martins, Júdice & Associados é a maior firma de advogados nacional, seguida pela Morais Leitão, J Galvão Teles & Associados, com 51 advogados, e da Gonçalves Pereira, Castelo Branco & Associados, que emprega 46.
Alianças necessárias
O relatório do ICCW traça um retrato modesto da actividade do direito comercial português. De acordo com a consultora, o mercado peca pela fraca dimensão e excessiva regulamentação. Uma inércia apenas agitada pela recente entrada das «big five», apesar de só a Arthur Andersen, Pricewaterhouse&Coopers e KPMG terem já penetrado significativamente no mercado nacional.
Para a ICCW, descontando o Grupo Legal Português EEIG, as firmas portuguesas tendem a adiar a inevitável formação de alianças estratégicas com congéneres europeias.
A excepção vem de Espanha e das várias multinacionais que cobiçam o mercado ibérico, preterindo, contudo, Lisboa em relação a Madrid, como sede comercial da sua actividade.
Esta foi a estratégia seguida pela Gonçalves Pereira, Castelo Branco & Associados que, no início do ano 2000, lançou uma parceria estratégica com a espanhola Cuatrecasas.
Diz o relatório que as alianças no país vizinho são apenas o primeiro passo da internacionalização da advocacia portuguesa.