Consumo Perigo, há crianças na água

04-08-2004
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Consumo Perigo, Há Crianças na Água

Domingo, 01 de Agosto de 2004

%Carlos Pessoa

Dizem as poucas estatísticas disponíveis que o afogamento é a segunda causa de morte acidental nas crianças. Ocorrem em locais tão "inofensivos" como banheiras, piscinas, lagos de jardim, tanques de rega, rios, praias ou até nos vulgares baldes e alguidares das nossas cozinhas. Ao contrário do que muitos pensam, o drama desenrola-se sem grandes espalhafatos e termina em poucos minutos. A criança não grita nem esbraceja quando cai à água, pois a primeira reacção do organismo é contrair as vias respiratórias para impedir a entrada da água. Ao fim de dois minutos ocorre a perda de consciência. Entre quatro e seis minutos os danos cerebrais são irreversíveis. A morte física vem ao fim de mais ou menos 20 minutos. Ou seja, quando o adulto se dá conta do silêncio e sai do seu estado de distracção para procurar saber onde está a criança, já tudo pode ter terminado.

Por estranho que pareça, não existem dados oficiais nacionais sobre a incidência e características deste tipo de acidente. Segundo a Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), que tem desenvolvido campanhas sistemáticas de segurança na água, terão morrido em 2003, por afogamento, pelo menos 26 crianças. Esta estimativa baseia-se nos dados do Instituto de Socorros a Náufragos (orla marítima e alguns rios), cruzados com as notícias surgidas na imprensa a que aquela organização teve acesso.

Um "retrato-tipo" necessariamente provisório revela que a maioria das mortes de crianças por afogamento envolve rapazes com idades compreendidas entre 1 e 4 anos. No Norte e Centro do país, essas situações acontecem sobretudo em tanques ou poços de rega, enquanto no Sul as piscinas (privadas, na maioria dos casos) são os locais predominantes.

De acordo com dados recolhidos por aquela associação na região do Algarve, onde dispõe de um núcleo local bastante dinâmico, foram admitidas na urgência do Hospital Distrital de Faro, entre 1998 e 2003, 44 crianças com menos de 12 anos vítimas de acidente de submersão. Três dezenas não eram residentes e 21 eram de nacionalidade estrangeira.

Tendo em conta todos estes elementos, a APSI voltou a desenvolver na época balnear em curso uma Campanha de Segurança na Água. Para mais informações e esclarecimentos, consultar www.apsi.org.pt ou escrever para apsi@apsi.org.pt.

Consumo Perigo, Há Crianças na Água

Domingo, 01 de Agosto de 2004

%Carlos Pessoa

Dizem as poucas estatísticas disponíveis que o afogamento é a segunda causa de morte acidental nas crianças. Ocorrem em locais tão "inofensivos" como banheiras, piscinas, lagos de jardim, tanques de rega, rios, praias ou até nos vulgares baldes e alguidares das nossas cozinhas. Ao contrário do que muitos pensam, o drama desenrola-se sem grandes espalhafatos e termina em poucos minutos. A criança não grita nem esbraceja quando cai à água, pois a primeira reacção do organismo é contrair as vias respiratórias para impedir a entrada da água. Ao fim de dois minutos ocorre a perda de consciência. Entre quatro e seis minutos os danos cerebrais são irreversíveis. A morte física vem ao fim de mais ou menos 20 minutos. Ou seja, quando o adulto se dá conta do silêncio e sai do seu estado de distracção para procurar saber onde está a criança, já tudo pode ter terminado.

Por estranho que pareça, não existem dados oficiais nacionais sobre a incidência e características deste tipo de acidente. Segundo a Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), que tem desenvolvido campanhas sistemáticas de segurança na água, terão morrido em 2003, por afogamento, pelo menos 26 crianças. Esta estimativa baseia-se nos dados do Instituto de Socorros a Náufragos (orla marítima e alguns rios), cruzados com as notícias surgidas na imprensa a que aquela organização teve acesso.

Um "retrato-tipo" necessariamente provisório revela que a maioria das mortes de crianças por afogamento envolve rapazes com idades compreendidas entre 1 e 4 anos. No Norte e Centro do país, essas situações acontecem sobretudo em tanques ou poços de rega, enquanto no Sul as piscinas (privadas, na maioria dos casos) são os locais predominantes.

De acordo com dados recolhidos por aquela associação na região do Algarve, onde dispõe de um núcleo local bastante dinâmico, foram admitidas na urgência do Hospital Distrital de Faro, entre 1998 e 2003, 44 crianças com menos de 12 anos vítimas de acidente de submersão. Três dezenas não eram residentes e 21 eram de nacionalidade estrangeira.

Tendo em conta todos estes elementos, a APSI voltou a desenvolver na época balnear em curso uma Campanha de Segurança na Água. Para mais informações e esclarecimentos, consultar www.apsi.org.pt ou escrever para apsi@apsi.org.pt.

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